sábado, 18 de julho de 2026
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Homem é suspeito de ato obsceno em ponto de ônibus e assusta mulher em Jacareí

O caso reacende o alerta sobre episódios de importunação sexual em espaços públicos — crime previsto no Código Penal brasileiro

Homem é suspeito de ato obsceno em ponto de ônibus e assusta mulher em Jacareí
Homem é suspeito de ato obsceno em ponto de ônibus e assusta mulher em Jacareí AquiVale/Imagens

Uma mulher passou por momentos de medo e constrangimento enquanto aguardava transporte em um ponto de ônibus na manhã da última segunda-feira (27), em Jacareí. O caso aconteceu por volta das 7h30, na Avenida Engenheiro Davi Monteiro Lino.

De acordo com o relato, a vítima aguardava uma colega de trabalho que passaria pelo local para levá-la até São José dos Campos, onde ambas trabalham. Enquanto estava sentada no ponto, um homem se aproximou e sentou ao seu lado, carregando uma mochila no colo.

Em um primeiro momento, nada chamou atenção. No entanto, pouco depois, ela percebeu um movimento estranho no banco. Ao olhar discretamente, notou que o homem mantinha a mão sob a mochila, em um gesto que, segundo ela, indicava que ele estaria manipulando o próprio órgão genital.

Assustada, a mulher se levantou imediatamente e se afastou. Nesse momento, o suspeito retirou a mão debaixo da mochila, aparentemente tentando disfarçar a situação. Mesmo após a mudança de lugar, a vítima relatou que o homem se inclinou para encará-la, demonstrando que havia percebido que ela havia notado o comportamento.

“Eu travei. Não consegui reagir. Fiquei muito abalada e comecei a chorar, sem que ninguém percebesse”, contou.

Apesar do ocorrido, não houve qualquer contato verbal entre os dois, apenas troca de olhares. Outras pessoas estavam no local naquele momento, mas, segundo a vítima, ninguém percebeu a situação.

A mulher chegou a tirar uma foto do suspeito, porém a imagem não permite identificar o rosto do homem. Por medo de exposição e de possíveis julgamentos, ela optou por não registrar boletim de ocorrência até o momento e pediu para não ser identificada.

O caso reacende o alerta sobre episódios de importunação sexual em espaços públicos — crime previsto no Código Penal brasileiro, com pena de um a cinco anos de reclusão.

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