O home office se mantém como realidade para milhões de brasileiros mesmo após o fim da pandemia de Covid-19. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 6,65 milhões de pessoas trabalhavam principalmente de casa em 2025, o equivalente a 7,9% da população ocupada no país.
Embora o trabalho remoto tenha perdido espaço desde o período mais crítico da pandemia, o percentual registrado no ano passado ainda é mais que o dobro do observado no início da série histórica do IBGE. Em 2012, 3,6% dos trabalhadores tinham a própria residência como principal local de trabalho.
O home office atingiu seu maior percentual em 2022, quando representava 8,4% dos ocupados. Desde então, a participação recuou, mas permaneceu acima do patamar registrado antes da pandemia.
Em 2019, por exemplo, 5,8% dos trabalhadores exerciam suas atividades principalmente de casa. Em 2025, eram 7,9%, indicando que a modalidade não voltou ao nível observado antes da crise sanitária.
São Paulo lidera
Entre as capitais brasileiras, São Paulo concentra o maior número de trabalhadores que atuam principalmente de casa. Em 2025, eram cerca de 543 mil pessoas nessa condição.
Apesar da liderança, a capital paulista registrou uma redução expressiva desde 2022, quando aproximadamente 887 mil trabalhadores tinham o domicílio como principal local de trabalho. A queda foi de cerca de 344 mil pessoas em três anos.
Quando o cálculo considera a proporção de trabalhadores de cada capital, o ranking muda. Porto Alegre aparece na primeira posição, com 18,7% dos ocupados trabalhando principalmente de casa. Recife vem na sequência, com 15,4%, seguida por Belo Horizonte, com 15,2%.
Maioria ainda trabalha presencialmente
Apesar da permanência do home office, o trabalho presencial continua predominante no país. Segundo o IBGE, 60,2% dos ocupados tinham o estabelecimento do próprio empreendimento como principal local de trabalho em 2025.
O levantamento também mostra trabalhadores que exercem suas atividades em locais definidos pelo empregador, patrão ou cliente, além de pessoas que trabalham principalmente em fazendas, sítios, veículos, vias públicas e outros espaços.
Os dados consideram o principal local de trabalho do entrevistado. Por isso, o percentual de 7,9% não representa necessariamente todos os brasileiros que trabalham em regime remoto ou híbrido. Um profissional que divide a jornada entre a casa e a empresa, por exemplo, pode ser classificado de acordo com o local onde realiza a maior parte de sua atividade.
Os números mostram que, embora o home office tenha perdido força após o pico registrado durante a pandemia, o modelo continua presente no mercado de trabalho brasileiro e permanece em um nível superior ao observado antes de 2020.
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