O número de mortos no Irã após ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel chegou a 787, segundo informou nesta terça-feira (3) a mídia estatal iraniana, com base em dados do Crescente Vermelho Iraniano.
O conflito entrou no quarto dia e tem provocado agravamento rápido da crise humanitária e militar no país. Bombardeios e combates intensos deixaram áreas urbanas destruídas, além de milhares de feridos.
De acordo com relatos divulgados por organizações de ajuda humanitária e grupos de direitos humanos, a maioria das vítimas seria composta por civis atingidos em cidades e regiões densamente povoadas. Hospitais estariam operando acima da capacidade, enquanto parte da infraestrutura — como prédios públicos e serviços essenciais — foi danificada.
O balanço de 787 mortos inclui civis e combatentes, mas até o momento não houve detalhamento oficial sobre a proporção de cada grupo entre as vítimas.
Autoridades dos Estados Unidos e de Israel confirmaram as operações militares. Segundo os governos, os ataques têm como alvo estruturas estratégicas e capacidades militares iranianas. As ações seriam, segundo eles, uma resposta a ameaças consideradas iminentes.
Especialistas e organizações internacionais alertam para o risco de ampliação do conflito. Há preocupação de que a escalada militar afete outros países do Oriente Médio e provoque uma guerra de maiores proporções.
O governo iraniano responsabilizou Estados Unidos e Israel pela intensificação da crise e afirmou que poderá adotar medidas de retaliação, o que aumenta a tensão e o temor de um confronto prolongado na região.
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