domingo, 5 de julho de 2026
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Fentanil contaminado já matou quase 100 pessoas na Argentina; saiba o que é e por que é tão perigoso

Medicamento usado para tratar dores intensas foi encontrado contaminado por bactérias resistentes em lotes distribuídos a hospitais argentinos

Fentanil contaminado já matou quase 100 pessoas na Argentina; saiba o que é e por que é tão perigoso
Fentanil contaminado já matou quase 100 pessoas na Argentina; saiba o que é e por que é tão perigoso AquiVale/Imagens

Quase 100 pessoas morreram na Argentina após receber fentanil contaminado em hospitais do país. O alerta foi feito pelas autoridades de saúde, que investigam os casos registrados nos últimos meses.

As investigações apontam que os pacientes foram infectados por bactérias resistentes, Klebsiella pneumoniae e Ralstonia pickettii, encontradas em lotes do medicamento produzidos pela HLB Pharma.

Até agora, 87 mortes foram confirmadas oficialmente, mas especialistas afirmam que o número pode subir nos próximos dias, à medida que novas apurações forem concluídas.

O que é o fentanil?

O fentanil é um opioide sintético, ou seja, um remédio produzido em laboratório que imita os efeitos da morfina. Ele é usado para aliviar dores muito fortes, como as de pacientes com câncer em estágio avançado ou após cirurgias complexas.

A substância é extremamente potente: 50 vezes mais forte que a heroína e 100 vezes mais potente que a morfina. Por isso, pequenas doses fora do ambiente hospitalar podem ser fatais.

Mesmo em hospitais, o uso do fentanil exige supervisão rigorosa. Médicos precisam calcular cuidadosamente a dose de cada paciente, pois o medicamento pode causar depressão respiratória (quando a respiração diminui ou para completamente).

O risco aumenta quando o fentanil está contaminado por bactérias, como ocorreu na Argentina. Nesses casos, o medicamento pode provocar infecções graves, muitas vezes resistentes aos antibióticos comuns.

Embora a tragédia atual esteja ligada à contaminação e não ao uso clínico regular do fentanil, especialistas reforçam que o remédio deve ser administrado apenas em hospitais e por profissionais treinados, devido ao seu alto poder e riscos associados.

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