domingo, 5 de julho de 2026
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Falta de desejo sexual

Falta de desejo sexual
Foto: SexEstima AquiVale/Imagens

Segundo a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 4 em cada 10 mulheres apresentam queixas relacionadas a redução ou falta de desejo sexual. Quando persiste por mais de 6 meses, o diagnóstico pode ser de transtorno de desejo sexual hipoativo (TDSH).

Existem vários fatores psicológicos, biológicos, comportamentais, de relacionamento e ambientais que interferem no desejo sexual. As principais causas são:

  • Uso de medicamentos: anticoncepcionais, antidepressivos, anti-hipertensivos   
  • Problemas de saúde:  alterações na tireoide, diabetes, dor pélvica crônica
  • Alterações hormonais: menopausa, pós parto, amamentação
  • Transtornos psiquiátricos atuais ou passados: depressão, ansiedade
  • História de abuso sexual, físico ou emocional
  • Crenças e atitudes em relação ao sexo
  • Distúrbios da imagem corporal
  • Transtornos por uso de álcool, drogas e substâncias
  • Estresse relacionado ao trabalho

Segundo a ginecologista e obstetra Dra. Janaina Ribeiro. “O tratamento depende da causa e deve ser individualizado. Requer o conhecimento de possíveis fatores associados ao seu diagnóstico para um melhor manejo do quadro, e muitas vezes a causa é multifatorial”.

Como a pandemia pode afetar o desejo sexual das mulheres?

A mudança brusca de rotina que a pandemia causou na vida e no trabalho das pessoas trouxe impactos também para a saúde mental. De acordo com um estudo realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e publicado pela revista The Lancet, os casos de depressão aumentaram 90% e o número de pessoas que relataram sintomas como crise de ansiedade e estresse agudo mais que dobrou após a pandemia.

O estresse crônico pode aumentar os níveis de cortisol circulante e levar à alteração na síntese dos hormônios sexuais. O estresse emocional pode alterar a cognição e a concentração nos estímulos sexuais durante as relações sexuais. As chances de mulheres apresentarem disfunção sexual aumentam 4,11 vezes com a depressão, segundo a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo).

Considerando que a ansiedade e depressão podem interferir no desejo sexual, é esperado um aumento no número de casos após a pandemia

Dra. Janaina Ribeiro

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