sábado, 25 de julho de 2026
Sáude

Estudo aponta que até 5 xícaras de café por dia podem "proteger" o coração

Novo posicionamento da American Heart Association associa consumo moderado de cafeína a menor risco de AVC, insuficiência cardíaca e diabetes tipo 2, mas alerta para energéticos e cafeína em pó

Estudo aponta que até 5 xícaras de café por dia podem "proteger" o coração
Reprodução

Um novo artigo científico da American Heart Association (AHA), publicado na revista Circulation, concluiu que consumir até cinco xícaras de café por dia, ou o equivalente a 400 mg de cafeína, é seguro para a maioria dos adultos.

O consumo moderado de café ou cafeína está associado a menor risco de doença cardiovascular, incluindo doença coronariana, AVC, insuficiência cardíaca e fibrilação atrial, além de hipertensão e diabetes tipo 2.

O documento aponta que o consumo moderado de café ou cafeína é seguro para a maioria dos adultos e está associado a menor risco de doença cardiovascular, incluindo doença coronariana, AVC, insuficiência cardíaca e fibrilação atrial, além de hipertensão e diabetes tipo 2.

Segundo o cardiologista Gregory Marcus, da Universidade da Califórnia em São Francisco e responsável pela coordenação do documento, consumir até cinco xícaras por dia é seguro e não aumenta o risco cardiovascular, desde que o café seja preto, sem açúcar ou outros aditivos. A entidade destaca que beber de duas a quatro xícaras diárias foi associado a menor risco de doença cardíaca, insuficiência cardíaca e AVC, enquanto ultrapassar essa quantidade pode elevar o risco de insuficiência cardíaca.

Em relação à pressão arterial, o cenário é mais complexo. O levantamento indica que beber de uma a três xícaras por dia foi associado a um leve aumento no risco de desenvolver pressão alta em pessoas que já têm níveis considerados ótimos, enquanto o consumo acima de três xícaras diárias foi associado a um risco menor.

O estudo também traz alertas importantes. Bebidas energéticas foram associadas a danos cardiovasculares, incluindo aumento da pressão arterial e arritmias, já que podem conter de três a quatro vezes mais cafeína por volume do que o café tradicional, com doses muito altas ligadas a distúrbios do ritmo cardíaco mesmo em adultos jovens saudáveis. Cafeína em pó ou cápsulas, em doses muito acima das encontradas em uma xícara comum, já foi associada em relatos de caso a eventos cardíacos graves e potencialmente fatais.

O método de preparo também influencia os resultados. Cafés não filtrados, como os feitos na prensa francesa ou à moda turca, mantêm um composto chamado cafestol, que eleva o colesterol LDL, o colesterol ruim. Por fim, os pesquisadores reforçam que os benefícios se aplicam ao café puro, e que adicionar açúcar, xaropes ou cremes gordurosos pode neutralizar os efeitos positivos observados no estudo.

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