quinta-feira, 6 de agosto de 2026
política

Eleições 2026: pela primeira vez em um século, mulheres não farão parte das chapas presidenciáveis

Levantamento mostra que, pela primeira vez desde 2002, nenhuma candidatura competitiva à Presidência terá uma mulher como candidata ou vice, apesar de elas representarem a maioria do eleitorado brasileiro

Eleições 2026: pela primeira vez em um século, mulheres não farão parte das chapas presidenciáveis

Pela primeira vez no século, nenhuma das chapas consideradas competitivas na disputa das eleições de 2026 terá uma mulher como candidata à Presidência ou à Vice-Presidência, segundo levantamento da Folha de S.Paulo.

Desde a eleição de 2002, ao menos uma mulher ocupou uma das posições nas principais chapas presidenciais. Ao longo desse período, nomes como Dilma Rousseff, Marina Silva, Simone Tebet, Manuela d'Ávila e Ana Amélia participaram de disputas nacionais, seja como candidatas à Presidência ou à vice, mantendo a presença feminina entre as campanhas com maior competitividade.

O cenário de 2026 foi consolidado após a definição das chapas durante as convenções partidárias. Mesmo com candidaturas femininas registradas para a Presidência, elas pertencem a partidos sem representação significativa no Congresso Nacional e não aparecem entre as principais forças da disputa eleitoral.

A ausência de mulheres nas chapas mais competitivas ocorre apesar de elas representarem a maioria do eleitorado brasileiro. Nas últimas eleições, o voto feminino teve papel decisivo nos resultados e continua sendo considerado estratégico pelas campanhas presidenciais.

Especialistas ouvidos pela Folha avaliam que o cenário evidencia as dificuldades enfrentadas pelas mulheres para alcançar os cargos mais altos da política nacional. Entre os fatores apontados estão a baixa presença feminina nas estruturas de comando dos partidos, a menor disponibilidade de recursos para campanhas e a predominância masculina nas negociações para formação das chapas.

Embora a participação das mulheres tenha crescido nas últimas décadas em diferentes níveis da política brasileira, a composição das chapas presidenciais de 2026 representa um recuo simbólico na representatividade feminina na disputa pelo cargo mais importante do país.

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