O El Niño ganhou força e já é considerado de intensidade forte neste mês de agosto, aumentando a atenção para possíveis mudanças no clima do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira.
Segundo o Cemaden, há alta probabilidade de o fenômeno chegar à categoria muito forte entre setembro e outubro, período que pode ser marcado por uma alternância entre dias de calor intenso e períodos de tempestades.
De acordo com o pesquisador Giovanni Dolif, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o fenômeno pode permanecer com intensidade elevada durante o último trimestre de 2026.
A previsão, porém, não significa que todas as cidades terão os mesmos efeitos ou que um evento extremo já esteja previsto para determinada data.
O El Niño ocorre quando há um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Esse fenômeno interfere na circulação da atmosfera e pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.
No Brasil, os impactos variam de acordo com a área e também dependem da atuação de outros sistemas meteorológicos.
Vale pode ter calor e temporais
No Sudeste, o cenário previsto é de alternância entre períodos mais secos e quentes e episódios de chuva intensa. Para o Vale do Paraíba, a preocupação aumenta devido à existência de áreas urbanas próximas a rios e córregos, que podem ser atingidas por alagamentos durante chuvas fortes.
Na Serra da Mantiqueira, o relevo exige atenção especial para regiões de encosta, principalmente durante episódios de precipitação intensa. Já no Litoral Norte, a combinação entre chuvas fortes e o relevo acidentado pode elevar o risco de deslizamentos e outros movimentos de massa.
Ao mesmo tempo, períodos prolongados de calor e pouca chuva também preocupam. A estiagem pode afetar o abastecimento de água, a agricultura e a vegetação, além de aumentar o risco de incêndios.
Prevenção é importante
O Cemaden mantém monitoramento permanente de eventos relacionados a extremos de chuva que podem provocar enchentes, enxurradas e deslizamentos.
Os alertas são encaminhados às estruturas de Defesa Civil, que avaliam as condições de cada município e podem adotar medidas de prevenção.
Para os moradores, a recomendação é acompanhar os avisos oficiais e conhecer as áreas de risco da cidade. Quem vive próximo a rios, córregos ou encostas deve ficar atento aos alertas e saber quais são as rotas seguras e os pontos de apoio em caso de emergência.
O fortalecimento do El Niño, portanto, não significa que o Vale ou o Litoral Norte necessariamente enfrentarão uma sequência de desastres.
O fenômeno aumenta a possibilidade de mudanças no padrão de temperatura e chuva, tornando o monitoramento e a prevenção ainda mais importantes nos próximos meses.
Foto: Reprodução
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