domingo, 5 de julho de 2026
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Dramaturgo Luís Alberto de Abreu faz palestra gratuita, nesta quinta (28), em São José

A atividade, direcionada a atores, atrizes, estudantes de teatro e interessados, encerra o projeto “Maria Peregrina: 60 anos na Memória Popular”

Dramaturgo Luís Alberto de Abreu faz palestra gratuita, nesta quinta (28), em São José
Dramaturgo Luís Alberto de Abreu faz palestra gratuita, nesta quinta (28), em São José AquiVale/Imagens

Atividade encerra o projeto “Maria Peregrina: 60 anos na Memória Popular” O CAC Walmor Chagas promove, nesta quinta-feira (28), a palestra “A Restauração da Narrativa”, que será ministrada pelo dramaturgo Luís Alberto de Abreu.
A atividade, direcionada a atores, atrizes, estudantes de teatro e interessados, encerra o projeto “Maria Peregrina: 60 anos na Memória Popular”, que foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Governo Federal, por meio da Fundação Cultural Cassiano Ricardo. A palestra será presencial e online, pelo ZOOM, e vai abordar como a perda gradual da noção de corpo social ao longo dos séculos afetou a relação entre espetáculo e público e propõe a restauração de elementos narrativos e épicos na arte teatral para reequilibrar essa relação.

Além disso, analisa como as cidades coloniais brasileiras refletiam uma união entre público e privado que sustentava um imaginário coletivo, fundamental para a narrativa.
Inscrições gratuitas pelo link https://www.sympla.com.br/eventoonline/ palestra-a-restauracao-da narrativa-com-luis-alberto-deabreu/ 2736549?referrer=linktr.ee.

Quem é Luís Alberto de Abreu?
É um dos mais importantes dramaturgos da América Latina. Começou a carreira no teatro e, depois, passou a escrever roteiros para cinema e TV.
A partir dos anos 80, destacou-se como autor ligado ao grupo Mambembe, com as peças "Foi bom , meu Bem?” e “Cala a boca já morreu”. Em seus 28 anos de carreira, já conta com mais de 40 peças teatrais – escritas e adaptadas – em seu repertório, com destaque para a antológica Bella Ciao, montada pelo Studio Arte Viva, as premiadas Borandá e Auto da paixão e da alegria, ambas encenadas pela Fraternal Companhia de Arte e Malas Artes; e O Livro de Jó, montada pelo Teatro da Vertigem. Como roteirista se destacou no cinema com os filmes Maria (1985); Lila Rapper (1997), juntamente com Jean Claude-Bernardet; e os premiados Kenoma (1998), Narradores do Vale de Javé (2000) e Andar às Vozes (2005), parceria com Eliane Caffé.

Já para TV, escreveu os roteiros de duas minisséries globais: Hoje é Dia de Maria (2005) e A Pedra do Reino (2006). Seus estudos sobre a narrativa dramática realizados na Fraternal Companhia de Arte e Malas Artes influenciou vários dramaturgos e grupos do teatro contemporâneo brasileiro.
Recebeu vários prêmios, sendo quatro da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA – 1980, 1982, 1985, 1996), Prêmio Mambembe do Instituto Nacional de Artes Cênicas (1982), Prêmio Molière da Companhia Air France (1982), Prêmio Estímulo de dramaturgia para desenvolver o projeto de pesquisa sobre Comédia Popular Brasileira (1994), Prêmio Mambembe (1995), Prêmio Apetesp (1995), Prêmio Panamco (2002) e Prêmio Shell (2004).
Sua parceria com o CAC Walmor Chagas e a Cia Teatro da Cidade vem de longa data. Já desenvolveram, juntos, três espetáculos de grande sucesso de crítica e público, que abordam temas relacionados à recente história social e cultural brasileira e contribuem com a discussão de nossos valores e de nosso quintal. São eles: “Maria Peregrina”, “Um dia Ouvi a Lua” e “Coração nas Sombras”.

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