quarta-feira, 22 de julho de 2026
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Mãe e padrasto são investigados por suspeita de torturar quatro crianças em Cunha

Nos depoimentos, as crianças relataram que eram agredidas com vara de espinhos, fio de trator, chinelos, socos, chutes e pauladas. Uma das vítimas disse que chegou a ser atingida na testa com uma cadeira

Mãe e padrasto são investigados por suspeita de torturar quatro crianças em Cunha

A Polícia Civil investiga uma mulher de 30 anos e o companheiro dela por suspeita de torturar quatro crianças, de 4, 5, 8 e 10 anos, em Cunha. O caso veio à tona depois que o pai das vítimas encontrou diversos machucados nos filhos ao recebê-los durante o período de férias.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as crianças foram levadas para a Santa Casa de Misericórdia, onde passaram por atendimento médico e exames de corpo de delito. Depois, elas também foram encaminhadas ao Instituto Médico Legal (IML), que vai ajudar a identificar a gravidade e o tempo das lesões.

De acordo com o boletim de ocorrência, ao dar banho nos filhos, o pai percebeu hematomas, cortes, cicatrizes e outras marcas pelo corpo das crianças. Questionados sobre os ferimentos, os irmãos contaram que sofriam agressões constantes da mãe e do padrasto.

Nos depoimentos, as crianças relataram que eram agredidas com vara de espinhos, fio de trator, chinelos, socos, chutes e pauladas. Uma das vítimas disse que chegou a ser atingida na testa com uma cadeira.

Os relatos também apontam que as crianças eram obrigadas a dormir no chão, mesmo durante as noites de frio, ficavam sem comida como forma de castigo e, em algumas ocasiões, eram deixadas sozinhas em casa enquanto a mãe e o padrasto saíam.

O médico que atendeu as vítimas encontrou diversas lesões e cicatrizes pelo corpo das crianças. Conforme registrado no boletim de ocorrência, o profissional afirmou que nunca havia visto um caso com esse nível de violência ao longo da carreira.

A investigação também apura que a mãe das crianças já possui um registro anterior por ameaça, relacionado a uma disputa pela guarda dos filhos.

O caso foi registrado como violência doméstica e tortura e é investigado pela Polícia Civil. Até a publicação desta reportagem, não havia informações sobre a prisão dos investigados.

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