Deolane Bezerra chegou à sede da Polícia Civil de São Paulo na manhã desta quinta-feira (21).
A influenciadora foi presa horas antes em casa, em Barueri, como parte de uma operação do Ministério Público paulista que investiga lavagem de dinheiro do crime organizado.
A Operação Vernix aponta uma ligação de Deolane com Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, preso desde 1999 e considerado o chefe da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), além de parentes dele.
Após sete anos de apurações, os investigadores chegaram até um esquema que supostamente envolve Deolane e uma transportadora de fachada na região dos presídios de Presidente Venceslau II e Penitenciária Avaré I, no interior de São Paulo, usada para a lavagem de dinheiro do crime organizado.
Segundo promotores, a transportadora repassava recursos para outras contas, com o objetivo de dificultar o rastreamento de dinheiro.
Entre essas contas, duas estão em nome de Deolane, que é dona de várias mansões e tem mais de 21 milhões de seguidores nas redes sociais. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome da influenciadora, valor que, segundo os investigadores, possui indícios de lavagem de dinheiro e origem não comprovada.

Marcola e Alejandro estão presos na Penitenciária Federal de Brasília. A Justiça também determinou o bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de R$ 357,5 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados.
As investigações começaram em 2019 após a apreensão de bilhetes e manuscritos com presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material originou três inquéritos sucessivos. O primeiro identificou ordens internas da facção e menções a ataques contra servidores públicos. O segundo buscou aprofundar a ligação da transportadora com o grupo criminoso.
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