terça-feira, 7 de julho de 2026
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Deolane chega na sede da Polícia após ser presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

Após sete anos de apurações, os investigadores chegaram até um esquema que supostamente envolve a influenciadora e Marcola, considerado o chefe do PCC

Deolane chega na sede da Polícia após ser presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC
Deolane chega na sede da Polícia após ser presa em operação contra lavagem de dinheiro do PCC AquiVale/Imagens

Deolane Bezerra chegou à sede da Polícia Civil de São Paulo na manhã desta quinta-feira (21).

A influenciadora foi presa horas antes em casa, em Barueri, como parte de uma operação do Ministério Público paulista que investiga lavagem de dinheiro do crime organizado.

A Operação Vernix aponta uma ligação de Deolane com Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, preso desde 1999 e considerado o chefe da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), além de parentes dele.

Após sete anos de apurações, os investigadores chegaram até um esquema que supostamente envolve Deolane e uma transportadora de fachada na região dos presídios de Presidente Venceslau II e Penitenciária Avaré I, no interior de São Paulo, usada para a lavagem de dinheiro do crime organizado.

Segundo promotores, a transportadora repassava recursos para outras contas, com o objetivo de dificultar o rastreamento de dinheiro.

Entre essas contas, duas estão em nome de Deolane, que é dona de várias mansões e tem mais de 21 milhões de seguidores nas redes sociais. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 27 milhões em nome da influenciadora, valor que, segundo os investigadores, possui indícios de lavagem de dinheiro e origem não comprovada.

Marcola e Alejandro estão presos na Penitenciária Federal de Brasília. A Justiça também determinou o bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões, além de R$ 357,5 milhões em ativos financeiros ligados aos investigados.

As investigações começaram em 2019 após a apreensão de bilhetes e manuscritos com presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material originou três inquéritos sucessivos. O primeiro identificou ordens internas da facção e menções a ataques contra servidores públicos. O segundo buscou aprofundar a ligação da transportadora com o grupo criminoso.

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