segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Coluna

Cubatão treina 2 mil profissionais sobre primeiros socorros.

Portal Aqui Vale abre espaço para escolas públicas e privadas da região mostrarem às famílias suas ações de capacitação em primeiros socorros

Cubatão treina 2 mil profissionais sobre primeiros socorros.
Foto: AquiVale/Imagens

A Prefeitura de Cubatão informou que cerca de 2 mil profissionais da rede municipal de ensino participaram nesta semana de formação em primeiros socorros com base na Lei Federal nº 13.722/2018, conhecida como Lei Lucas.

Professores, gestores e outros funcionários receberam orientações e treinamento prático para reconhecer situações de emergência, realizar os primeiros atendimentos e acionar corretamente o socorro especializado. A formação ocorre anualmente no município desde 2020.

O número impressiona, mas deixa uma pergunta muito simples para nós, aqui no Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira: A pergunta que importa Se uma criança engasgar durante o recreio, quem naquele turno sabe exatamente o que fazer?

Essa pergunta vale para a escola pública e também para a particular. Não basta saber que “alguém da escola fez um curso”. Segurança depende de profissionais preparados quando e onde uma emergência acontece.

Nossa região também tem bons exemplos

Em Jacareí, profissionais da Estação Evoluir participaram, em agosto deste ano, de capacitação sobre a Lei Lucas, com orientações para situações como engasgamento, crises convulsivas, parada cardiorrespiratória e acidentes, incluindo cuidados envolvendo crianças com TEA e outras condições do neurodesenvolvimento.

No Litoral Norte, Caraguatatuba desenvolveu o programa Escola Segura – Formação em Primeiros Socorros, em parceria com o Corpo de Bombeiros. Em uma das edições documentadas, a capacitação teve 20 horas, combinando formação a distância e atividade prática presencial.

São iniciativas que merecem ser conhecidas pelas famílias. E certamente existem outras escolas e redes municipais da nossa região realizando trabalhos semelhantes.

E a escola do seu filho? Pais e responsáveis podem perguntar: 🚑 Quando aconteceu a última capacitação em primeiros socorros? 🚑🚑 Quantos profissionais estão preparados no turno do meu filho? 🚑 O treinamento incluiu prática para situações como engasgamento? 🚑 Quando será realizada a próxima atualização ou reciclagem? 🚑 A escola consegue apresentar a certificação da capacitação?

Perguntar não significa desconfiar da instituição. Significa participar da segurança dos nossos filhos.

Sua escola realizou treinamento? Conte ao AQUIVALE

O AQUIVALE quer também dar espaço às boas práticas das escolas de nossa região. Escolas públicas e privadas que tenham realizado recentemente capacitação ou reciclagem de seus profissionais em primeiros socorros poderão comunicar essas ações ao jornal.

A escola poderá encaminhar: 🚑 Nome da escola e município; 🚑 Data da capacitação ou reciclagem; 🚑 Instituição ou profissional responsável pelo treinamento; 🚑 Quantidade de profissionais participantes; 🚑 Documento institucional que comprove a formação; 🚑 Link da publicação feita pela própria escola em seu site, Instagram, Facebook ou outra rede oficial.

A proposta é simples: mostrar às famílias o que as escolas já estão fazendo para cuidar melhor de seus alunos.

Para escolas particulares, essa transparência também pode se transformar em um importante diferencial de confiança nas matrículas e rematrículas de 2027. Para redes e escolas públicas, significa ampliar a transparência e mostrar à comunidade como seus profissionais estão sendo preparados.

Não se trata de ranking, competição ou de apontar quem está fazendo certo ou errado. Trata-se de valorizar quem está se preparando e incentivar outras instituições a fazerem o mesmo.

Porque uma família, ao escolher ou permanecer em uma escola, não observa somente proposta pedagógica, tecnologia ou estrutura. Ela também quer responder a uma pergunta muito mais básica: “Meu filho estará seguro aqui?” Mensagem final Segurança escolar não é apenas ter um certificado na parede. É ter alguém preparado no lugar certo, no turno certo, quando a emergência acontece.

Prof. Carlos Lima

Neuropsicopedagogo

Especialista em Educação Especial e Direito Educacional

Diretor da EDUCATECH Gestão Educacional e Tecnológica

Fundador do Observatório Nacional do Atendimento Educacional Hospitalar e Domiciliar

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