sábado, 12 de setembro de 2026
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Correios entram em greve por tempo indeterminado no Brasil

Paralisação começou após categoria rejeitar proposta da empresa; plano de saúde está entre os principais pontos de impasse

Correios entram em greve por tempo indeterminado no Brasil

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado em todo o país. A paralisação começou às 22h desta quinta-feira (10), após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela empresa durante as negociações da campanha salarial.

A decisão foi aprovada em assembleias realizadas em diversas regiões do Brasil. Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), 35 assembleias haviam aprovado a paralisação até o início do movimento. A votação no Acre estava prevista para esta sexta-feira (11).

Um dos principais pontos de conflito nas negociações é o plano de saúde dos funcionários. Os trabalhadores são contrários à mudança na condição dos Correios como mantenedora do benefício, por entenderem que a alteração pode afetar o custeio e a assistência oferecida a empregados, aposentados e dependentes.

A categoria afirma que a greve foi decidida após sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), sem que fosse alcançado um acordo.

Correios dizem que medidas foram adotadas

Em comunicado, os Correios informaram que estão adotando medidas para reduzir os impactos da paralisação e manter os serviços. Entre as ações estão o remanejamento de equipes, o reforço das atividades operacionais e mudanças na logística para preservar a regularidade das entregas.

A greve ocorre em meio a uma situação financeira delicada da estatal. Os Correios registraram prejuízo de R$ 5,6 bilhões no primeiro semestre de 2026 e buscam um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, operação que depende de aval do Tesouro Nacional.

As entidades sindicais defendem a retomada das negociações com a empresa para tentar chegar a uma proposta que atenda às reivindicações dos trabalhadores.

Foto: Carolina Cruz/G1

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