A cidade onde está abrigado o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, conhecida como Capital Mariana da Fé, deu vitória a Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais de domingo (4).
O candidato recebeu 12.371 votos, o equivalente a 58,30% dos votos válidos, enquanto Lula (PT) teve 6.815 votos (32,12%) na cidade. Os dois políticos vão disputar o segundo turno das eleições no dia 25 de outubro.
Nas cinco cidades com mais eleitores do Vale e Litoral (São José, Taubaté, Jacareí, Pindamonhangaba e Caraguatatuba), Flávio venceu Lula por 58,06% a 31,80% dos votos válidos.
A forte presença da religião em Aparecida também se relaciona com um fenômeno que ganhou destaque durante a campanha eleitoral de 2026: a aproximação entre política e símbolos religiosos.
Nossa Senhora Aparecida esteve no centro de uma disputa política na reta final da eleição. Publicações nas redes sociais associaram Flávio Bolsonaro a uma suposta intenção de retirar da santa o título de Padroeira do Brasil.
A origem de parte da informação está em um projeto apresentado em 2007 pelo então deputado federal Victório Galli (MT). O Projeto de Lei 2.623/2007 propunha substituir na legislação a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.
A proposta não era de Flávio Bolsonaro. O projeto foi rejeitado pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e arquivado em agosto de 2008. Portanto, não está em tramitação.
A polêmica chegou à Justiça Eleitoral e mobilizou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que negou participação na produção ou divulgação de informações falsas sobre o tema.
Flávio Bolsonaro se declara evangélico, mas participou de um ato de campanha em São Paulo no qual ergueu uma imagem de Nossa Senhora Aparecida ao lado do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A presença de candidatos e políticos no Santuário Nacional não é novidade. Ao longo dos anos, representantes de diferentes partidos participaram de celebrações e visitaram a Basílica, especialmente em períodos eleitorais e em datas ligadas à Padroeira.
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