quarta-feira, 15 de julho de 2026
Política

Câmara de Ubatuba barra abertura de CEI para investigar merenda escolar

Vereadores alegam que caso já é investigado pela PF

Câmara de Ubatuba barra abertura de CEI para investigar merenda escolar
Câmara de Ubatuba barra abertura de CEI para investigar merenda escolar AquiVale/Imagens

Nesta terça-feira (23), a Câmara Municipal de Ubatuba votou a abertura de uma CEI (Comissão Especial de Investigação) para apurar possíveis irregularidades na merenda escolar. O pedido foi barrado.

Votaram contra a abertura da investigação os vereadores: Rogério Frediani, Silvinho Brandão, Manuel Marques, Pastor Sandro Anderle, Pastor Sérgio Alves, Ceará e João Mazieiro. Votaram a favor da abertura da CEI as vereadoras Jaque Dutra e Jocely.

Entre as justificativas apresentadas, alguns vereadores afirmaram que, como a Polícia Federal já investiga o caso, a Câmara não precisaria investigar.

Operação da PF

A Operação Pão e Circo foi deflagrada em outubro de 2023 para apurar suspeitas de fraude na licitação da merenda escolar da rede municipal. Segundo a PF, houve indícios de favorecimento de empresas em um contrato de cerca de R$ 15 milhões para fornecimento de alimentos às escolas.

Os investigadores também passaram a apurar possíveis irregularidades na execução do contrato, incluindo a subcontratação de uma empresa ligada à família da então prefeita para o fornecimento de pães.

Um dos focos da investigação foi a empresa Maranata, apontada pela PF como ligada ao grupo empresarial vencedor da licitação. Segundo os investigadores, a empresa compraria produtos em atacado, faria o fracionamento e os revenderia com preços superiores para a fornecedora contratada pela prefeitura.

Além das suspeitas de fraude na contratação, a PF também reuniu mensagens e documentos que apontariam problemas na qualidade dos alimentos entregues às escolas. O relatório menciona reclamações sobre carne de baixa qualidade, arroz com larvas e outros produtos considerados inadequados para consumo escolar.

Indiciamento

Em junho de 2026, a PF concluiu o inquérito e indiciou 18 pessoas, entre elas a prefeita Flavia Pascoal, empresários, secretários municipais e servidores públicos. O relatório aponta suspeitas de crimes como fraude à licitação, corrupção, falsidade ideológica, uso de documento falso, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

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