O Aqui Vale recebeu uma denúncia de Diego Mazini, 30 anos, morador do condomínio Lagoinha em Jacareí. O cão de estimação da família, Juninho, da raça Lulu-da-Pomerânia e que tinha 5 anos, foi morto por quatro cães (um pitbull, um pastor alemão e dois sem raça definida) de um vizinho na última sexta-feira (3).
"A gente foi passear e ao sair da nossa casa, os cachorros estavam soltos e partiram pra cima da gente. O Juninho foi defender a gente e foi morto brutalmente na nossa frente. A gente conseguiu fugir, eu tava com o meu filho de um ano, que consegui proteger dos cães. Foi um risco que a gente correu. E o dono foi lá resgatar eles e assumiu a culpa", disse Diego.
O dono dos cães agressores, um homem de 27 anos, que morava há um pouco mais de um ano no local, foi expulso do condomínio, porque o ataque sofrido a eles foi o terceiro. Outras duas vezes, foram registradas ocorrências internas no condomínio por situações parecidas.
Nesta oportunidade, foi aberto Boletim de Ocorrência e Diego irá acionar judicialmente o tutor do cão agressor, que pode responder criminalmente por omissão de cautela na guarda ou condução de animais (art. 31 da Lei de Contravenções Penais) e por maus-tratos (art. 32 da Lei de Crimes Ambientais), com penas que podem variar de prisão simples a reclusão, dependendo do dano causado.
(Foto: Arquivo Pessoal)
"Isso não foi um acidente, isso foi uma falta de responsabilidade. Então, é mais um tutor irresponsável que não se preocupou com o próximo e colocou em risco não só a vida de um cachorro, mas a vida de um bebê e a vida nossa".
Diego também relatou que no condomínio, outras pessoas estão com medo de passear com os filhos e sair na rua, por conta dos animais agressivos. Os cachorros já tinham fugido outras vezes, e o tutor disse que a grade estava com problema, e ele não arrumou, mesmo depois de duas ocorrências já sobre isso.
"A gente perdeu um cachorro que era um filho, é um bem nosso, fazia parte da família, mas o que está confortando a gente é que não foi pior. Não foi com a gente, não foi no nosso filho de um ano. Quase foi. Então, é um absurdo e a gente quer que a justiça seja feita diante disso", disse Diego.
Comentários (0)
Nenhum comentário publicado ainda. Seja o primeiro a comentar!
Deixe seu Comentário
Seu e-mail e telefone não serão exibidos publicamente. Campos com * são obrigatórios.