domingo, 5 de julho de 2026
Saúde

Brasil soma o seu sétimo caso de hantavírus, os dois últimos no Paraná

Secretaria de Saúde afirma que infecções registradas no estado ocorreram meses antes e foram causadas pela forma silvestre do vírus, sem relação com a variante Andes identificada no exterior

Brasil soma o seu sétimo caso de hantavírus, os dois últimos no Paraná
Secretaria de Estado da Saude - SESA PARANA - Foto: Geraldo Bubniak/AEN AquiVale/Imagens

O hantavírus voltou a gerar preocupação no Brasil após a divulgação de casos confirmados em diferentes estados, em meio à repercussão internacional envolvendo mortes e infecções registradas em um cruzeiro que seguia da Argentina rumo à Antártida. Apesar do impacto causado pelos relatos de sobreviventes do surto no exterior, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) são categóricos: os casos brasileiros não têm qualquer relação com os registrados no navio.

No Brasil, foram confirmados registros no Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de um caso cuja unidade federativa não foi informada no período inicial. Minas Gerais e Rio Grande do Sul contabilizam dois casos cada, enquanto Santa Catarina registrou um. Os sete casos do cruzeiro MV Hondius, de origem internacional, não integram esse levantamento.

O Paraná concentrou a maior atenção. Dois casos haviam sido confirmados entre fevereiro e abril deste ano, mas só foram divulgados publicamente em maio, quando o episódio do navio amplificou a atenção mundial sobre a doença. Em 8 de maio, o estado registrou mais dois casos, nos municípios de Pérola d'Oeste e Ponta Grossa, com outros 11 casos suspeitos ainda sob monitoramento.

A Sesa esclarece que os pacientes paranaenses — assim como os demais casos nacionais — foram infectados pela forma silvestre do hantavírus, transmitida pelo contato com secreções de roedores silvestres, especialmente em áreas rurais ou ambientes fechados e mal ventilados. A variante Andes, identificada nos casos do exterior e considerada a única cepa com possibilidade limitada de transmissão entre pessoas, não circula no Paraná. Os registros brasileiros seguem o padrão já conhecido no país, sem nenhum indício de transmissão entre humanos.

O cenário internacional, no entanto, gerou alarme. Sobreviventes do cruzeiro relataram à BBC uma experiência devastadora: insuficiência respiratória, falência de órgãos e semanas de internação em unidades de terapia intensiva. Um dos pacientes descreveu que os sintomas começaram como uma gripe forte antes de evoluírem rapidamente para um quadro crítico.

Diante disso, as autoridades brasileiras buscam equilibrar o alerta com a cautela. O risco de uma pandemia é considerado baixo, e a orientação central permanece a mesma: evitar o contato com roedores silvestres. Especialistas recomendam atenção redobrada ao limpar galpões, depósitos, paióis e outros ambientes fechados onde possa haver presença de fezes ou urina desses animais.

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