quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Brasil reage após sair atrás no placar, mas só empata com o Marrocos

Seleção sai atrás, busca a igualdade ainda no primeiro tempo e melhora após mudanças de Ancelotti, mas segue com problemas de criação e finalização

Brasil reage após sair atrás no placar, mas só empata com o Marrocos
Brasil reage após sair atrás no placar, mas só empata com o Marrocos AquiVale/Imagens

A Seleção Brasileira estreou na Copa do Mundo com um empate por 1 a 1 diante do Marrocos, o adversário mais forte do Grupo. Apesar da reação após sair atrás no placar, a equipe comandada por Carlo Ancelotti mostrou dificuldades de entrosamento, sofreu com os contra-ataques marroquinos e voltou a apresentar problemas na conclusão das jogadas.

O início da partida foi de pressão marroquina. Logo aos cinco minutos, Bruno Guimarães evitou uma grande chance ao bloquear uma finalização dentro da área. Um minuto depois, Hakimi voltou a assustar em novo chute, mas sem sucesso. O Brasil só conseguiu equilibrar as ações a partir dos sete minutos, quando passou a ter mais posse de bola no campo ofensivo. Ainda assim, o Marrocos manteve o controle do jogo durante boa parte da etapa inicial.

A seleção brasileira entrou em campo em um esquema diferente do esperado. Em vez do 4-2-4 ou 4-3-3, Ancelotti optou por um 4-4-2, com Vinícius Júnior aberto pela esquerda, Lucas Paquetá pela direita e a dupla Raphinha e Igor Thiago mais avançada. Apesar da movimentação constante dos atacantes, o Brasil tinha dificuldades de aproximação entre os setores, enquanto o Marrocos demonstrava maior organização coletiva.

Aos 21 minutos, a superioridade marroquina foi recompensada. Saibari aproveitou um enorme espaço deixado no meio-campo brasileiro e abriu o placar. A equipe africana seguiu perigosa nos contra-ataques, enquanto o Brasil encontrava dificuldades para transformar sua pressão em chances claras. Na parada técnica, aos 25 minutos, Ancelotti tentou ajustar o posicionamento da equipe.

O empate veio aos 32 minutos, em uma das melhores jogadas da seleção no primeiro tempo. Bruno Guimarães e Vinícius Júnior combinaram bem pela esquerda e participaram da construção da jogada que terminou com o gol brasileiro. Após a igualdade, Raphinha passou a atuar mais pela direita e Paquetá centralizou suas ações. O camisa 8, que havia cometido erros de passe no início da partida, cresceu de rendimento e ainda obrigou o goleiro adversário a fazer boa defesa aos 41 minutos.

Para a etapa final, Ancelotti promoveu as entradas de Danilo e Fabinho nos lugares de Ibañez e Casemiro. As mudanças deram mais controle ao Brasil, que passou a ter maior posse de bola e conseguiu empurrar o Marrocos para trás em alguns momentos. Aos 59 minutos, a seleção já registrava cerca de 59% de posse, reflexo da postura mais dominante adotada após o intervalo.

Buscando mais agressividade, o treinador colocou Luiz Henrique e Matheus Cunha nos lugares de Paquetá e Igor Thiago. Com isso, Raphinha passou a atuar mais centralizado, Luiz Henrique ocupou a ponta direita e Vinícius Júnior permaneceu pelo lado esquerdo. Apesar da melhora na circulação da bola, o Brasil continuou encontrando dificuldades para transformar o volume de jogo em oportunidades claras de gol.

Nos minutos finais, a seleção seguiu pressionando. Raphinha teve uma chance aos 77 minutos após boa troca de passes envolvendo Fabinho e Vinícius Júnior, mas finalizou sem força. Pouco depois, Matheus Cunha tentou uma arrancada individual, sem sucesso. A melhor oportunidade surgiu aos 82 minutos, quando um erro da defesa marroquina deixou a bola livre, mas Raphinha não conseguiu alcançar a tempo. Já nos acréscimos, apesar da pressão, o Brasil criou pouco perigo e teve apenas uma finalização mais relevante, em chute de Danilo Santos defendido pelo goleiro marroquino e ainda contou com uma boa defesa de Alisson para garantir o resultado.

O empate deixa a sensação de que o Brasil conseguiu reagir diante do adversário mais complicado da chave, mas também evidencia pontos que ainda precisam ser corrigidos. A equipe mostrou evolução após as alterações de Ancelotti, porém segue carente de maior aproximação entre os setores, de uma defesa menos exposta aos contra-ataques e de um atacante capaz de transformar o domínio territorial em gols. Outro ponto que deve incomodar parte da torcida é a não utilização de Endrick. Mesmo com a dificuldade da seleção para criar e finalizar no segundo tempo, o jovem atacante permaneceu no banco durante os 90 minutos, decisão que certamente será tema de debate após a estreia.

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