O padre Márlon Múcio, que convive com uma doença rara e progressiva, deixou a casa onde realiza a maior parte das celebrações e visitou o Santuário Nacional de Aparecida nesta quinta-feira (24).
A visita ocorreu após um período marcado por sucessivas internações. Segundo o padre, foram 14 hospitalizações entre 2025 e 2026. Em março deste ano, ele permaneceu 22 dias internado e precisou passar por coma induzido devido a complicações de saúde.
Durante a visita a Aparecida, Márlon afirmou que levou ao Santuário pedidos de oração feitos por fiéis, mas também quis agradecer pela própria vida.
“Eu fui levar para Aparecida pedidos de oração de muita gente. Mas, acima de tudo, eu fui agradecer, porque eu estou vivo. Eu sou um milagre vivo e eu viver é um verdadeiro milagre”, afirmou.
Desde março de 2020, o padre celebra as missas da própria cama. Segundo ele, alguns fiéis também têm pedido que as celebrações sejam transmitidas pela internet.
Durante a passagem pelo Santuário Nacional, Márlon foi reconhecido por fiéis, que se aproximaram para agradecer pelo seu testemunho e tirar fotos com o religioso.
O padre convive com a Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), uma doença rara, neurodegenerativa e progressiva que afeta o sistema nervoso.
Márlon recebeu o diagnóstico aos 45 anos, mas perdeu a audição quando tinha apenas 7 anos. Atualmente, utiliza um respirador continuamente e faz uso de cerca de 315 comprimidos por dia.
Foto: Padre Márlon Mucio
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