O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) foi recebido com vaias antes de discursar na abertura da XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, a "Marcha dos Prefeitos", realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) na manhã desta terça-feira, 19, em Brasília.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não compareceu ao evento, alegando compromissos em São Paulo. Nas duas edições anteriores, em 2024 e 2025, Lula esteve presente e também foi vaiado pelos prefeitos.
Em seu discurso, Alckmin defendeu a relação do governo federal com os municípios e anunciou que Lula receberá na quarta-feira o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, acompanhado dos presidentes das associações municipais, para tratar das demandas apresentadas no encontro. O vice-presidente também afirmou que Lula jamais discriminou prefeitos por filiação partidária. "Governante não pode ser capitão do mato, perseguindo lideranças por não ser da sua filiação partidária e ameaçando com a orfandade administrativa, porque é dinheiro público", disse.
O evento reuniu ainda os ministros José Guimarães (Relações Institucionais), Luiz Marinho (Trabalho) e Esther Dweck (Gestão), além dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Alcolumbre reforçou o compromisso do Legislativo com o municipalismo e alertou para a pressão crescente sobre as finanças dos municípios. Motta destacou a aprovação, pela Câmara, de uma PEC que estabelece piso constitucional para a assistência social — medida que, segundo ele, alivia o orçamento das prefeituras e aguarda votação no Senado.
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