domingo, 2 de agosto de 2026
Saúde

Água quente no banho pode acelerar o envelhecimento da pele, alertam dermatologistas

Especialistas explicam que o hábito compromete a barreira cutânea, favorece o ressecamento e intensifica sinais de idade ao longo do tempo

Água quente no banho pode acelerar o envelhecimento da pele, alertam dermatologistas
Reprodução

Tomar banho quente é um hábito comum, principalmente nos dias frios, mas pode trazer prejuízos à saúde da pele. Dermatologistas ouvidas pelo Metrópoles explicam que a água em temperatura elevada não causa o envelhecimento diretamente, porém a exposição frequente ao calor excessivo enfraquece a barreira natural de proteção da pele. Com o tempo, isso favorece ressecamento, inflamação e perda de elasticidade.

Quando essa barreira é fragilizada, a pele perde água com mais facilidade e fica mais exposta a agentes externos. Entre as consequências estão o surgimento de linhas finas, aspecto opaco, maior sensibilidade e o agravamento de doenças dermatológicas, o que torna os sinais de envelhecimento mais evidentes.

A dermatologista Andressa Vargas, que atende no Rio Grande do Sul, disse que o principal problema da água muito quente é a remoção dos lipídios que protegem a pele e mantêm sua hidratação natural. Segundo ela, essa perda provoca ressecamento, sensibilidade, descamação e maior chance de irritações. A médica ressalta que o efeito pode acontecer com qualquer pessoa, mas costuma ser mais intenso quando o hábito é frequente e prolongado.

Pessoas que já têm a barreira cutânea naturalmente mais frágil precisam de cuidado redobrado. Crianças, idosos e pacientes com dermatite atópica, psoríase, rosácea ou pele sensível estão entre os mais afetados pela água quente.

A dermatologista Camila Sampaio Ribeiro, da Clínica InDerm, em Salvador, afirmou que esse público costuma perceber os efeitos rapidamente. Segundo ela, os primeiros sinais incluem ressecamento persistente, sensação de repuxamento após o banho, descamação, coceira e aumento da sensibilidade. Em alguns casos, também podem surgir vermelhidão, pequenas fissuras e piora de quadros como dermatite e psoríase.

O primeiro cuidado recomendado pelas especialistas é controlar a temperatura da água. O ideal é optar por banhos mornos, entre 34°C e 37°C, com duração de cinco a dez minutos, podendo chegar a no máximo 15 minutos.

Também é indicado evitar o uso excessivo de sabonetes, principalmente os mais agressivos, secar a pele sem esfregar a toalha e aplicar hidratante logo após o banho, ainda com a pele levemente úmida. Essas medidas ajudam a restaurar a barreira cutânea, reduzir a perda de água e manter a pele saudável, contribuindo para amenizar os efeitos do envelhecimento.

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