sábado, 11 de julho de 2026
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VÍDEO: Ambulante acusa Polícia de truculência ao ser abordada vendendo em semáforo

A denúncia envolve os policiais Rocha e Lopes

VÍDEO: Ambulante acusa Polícia de truculência ao ser abordada vendendo em semáforo
VÍDEO: Ambulante acusa Polícia de truculência ao ser abordada vendendo em semáforo AquiVale/Imagens

Uma ambulante de 28 anos acusa policiais militares de truculência durante uma abordagem realizada na manhã do último sábado (23), na Avenida Eduardo Cury, no Jardim Esplanada, zona oeste de São José dos Campos. A ocorrência aconteceu enquanto a mulher trabalhava vendendo balas e doces em um semáforo da região.

Segundo relato da vendedora Franciellen Vieira da Hora, ela atua há cerca de dois meses no local e utiliza uma fantasia de fada para chamar a atenção dos motoristas. Por volta das 11h, fiscais da Prefeitura teriam informado que ela e outros ambulantes não poderiam permanecer no cruzamento por não possuírem autorização para exercer comércio ambulante naquele ponto. Após a orientação, os vendedores deixaram o local temporariamente.

Franciellen afirma que retornou pouco tempo depois, acreditando que a fiscalização já havia encerrado a ação. No entanto, fiscais municipais voltaram acompanhados de policiais militares. Ao perceber a chegada das equipes, a ambulante entrou no banheiro de um posto de combustíveis próximo, retirou a fantasia e deixou suas mercadorias no local.

Ainda de acordo com a mulher, ela tentou deixar a região caminhando em direção a uma unidade do McDonald’s quando foi reconhecida pelos agentes. Os policiais teriam solicitado seus documentos pessoais, mas Franciellen afirma que se recusou a apresentar a identificação por medo de ser multada pela atuação sem licença.

A partir daí, segundo a ambulante, a situação se agravou. Ela relata que os policiais militares identificados como Rocha e Lopes a derrubaram no chão, apertaram seu braço, colocaram algemas e a conduziram até uma viatura policial.

“Eu só estava trabalhando e fui tratada como bandida. Me jogaram no chão, apertaram meu braço. Vou tentar autorização na Prefeitura para trabalhar dentro da lei, porque esse é o meu ganha-pão”, afirmou.

A mulher disse ainda que os policiais aguardaram a chegada de uma agente da Guarda Civil Municipal para que fosse realizada a revista pessoal. Segundo ela, a atuação da GCM ocorreu de forma respeitosa e adequada.

Após a abordagem, Franciellen foi encaminhada à delegacia da Polícia Civil do Jardim Satélite, onde prestou depoimento e acabou liberada sem acusações.

O caso gerou repercussão nas redes sociais após relatos sobre a forma como a abordagem teria ocorrido. Até o fechamento desta reportagem, a assessoria de imprensa da Polícia Militar não havia se manifestado sobre a conduta adotada pelos agentes durante a ocorrência.

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