O vereador Pastor Rodrigo (PSD) protocolou um pedido de cassação do prefeito de Jambeiro, nesta quinta-feira (30), por supostas infrações político-administrativas. A representação foi apresentada à Câmara Municipal e acusa o chefe do Executivo de descumprir obrigações previstas na Lei Orgânica do Município e no Regimento Interno da Casa.
Segundo o documento, o prefeito Aries Marioto (PP) teria deixado de responder, de forma reiterada e sem justificativa, a requerimentos, ofícios e pedidos de informações encaminhados pelo vereador durante o exercício da atividade de fiscalização.
A representação afirma que os prazos legais e regimentais para resposta foram descumpridos, comprometendo o trabalho de controle exercido pelo Legislativo.
Além da falta de respostas aos pedidos de informação, o vereador também sustenta que o Executivo estaria deixando de encaminhar à Câmara cópias dos decretos municipais editados pela Prefeitura.
De acordo com a denúncia, essa obrigação está prevista na Lei Orgânica de Jambeiro e tem como objetivo permitir que os vereadores acompanhem os atos normativos publicados pelo Executivo.
Na representação, Pastor Rodrigo argumenta que a suposta omissão impede o pleno exercício da função fiscalizadora da Câmara Municipal, além de afrontar os princípios da transparência, da publicidade dos atos administrativos e do acesso à informação.
O pedido cita como fundamento o artigo 71 da Lei Orgânica do Município, que considera infração político-administrativa a não prestação de informações solicitadas pela Câmara dentro do prazo de 15 dias, e o artigo 69, que estabelece como dever do prefeito encaminhar ao Legislativo cópias dos decretos municipais após sua edição.
O documento também menciona o artigo 375 do Regimento Interno da Câmara, que classifica como infração o não atendimento, sem motivo justificado, aos pedidos de informação formulados pelos vereadores.
Com base nesses dispositivos, o vereador solicita que a denúncia seja lida em plenário e submetida à votação dos parlamentares. Caso seja aceita pela maioria absoluta dos vereadores, deverá ser instaurada uma Comissão Processante, composta por três vereadores, responsável por conduzir a investigação e garantir o direito de defesa do prefeito.
Ao final do processo, caso as infrações sejam comprovadas, a representação pede a cassação do mandato do prefeito por infração político-administrativa.
O documento também requer o envio de cópia integral do processo ao Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), para análise de eventual prática de ato de improbidade administrativa e possível apuração de crime de responsabilidade.
A abertura da Comissão Processante dependerá da deliberação do plenário da Câmara Municipal.
O Portal Aqui Vale entrou em contato com o prefeito Aries Marioto, mas até a publicação da reportagem não houve resposta. O espaço fica aberto para esclarecimentos.
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