O governo de Donald Trump anunciou que Nidal Malik Hasan, ex-major do Exército dos Estados Unidos condenado pelo ataque a tiros que matou 13 pessoas em uma base militar em 2009, será executado em dezembro. O caso ganhou repercussão após o secretário de Defesa americano, Pete Hegseth, afirmar que o procedimento poderá ser aberto ao público e transmitido ao vivo.
A informação foi divulgada na quinta-feira (8), durante entrevista de Hegseth à emissora Real America's Voice. A execução está prevista para 3 de dezembro de 2026. Até o momento, porém, não foram esclarecidos todos os detalhes sobre a eventual transmissão nem como o público poderá acompanhar o procedimento.
Hasan foi condenado à morte em 2013 por matar 13 pessoas e ferir outras 32 durante um ataque a tiros na base militar de Fort Hood, no Texas, em 5 de novembro de 2009. Na época, ele tinha 39 anos, era major do Exército americano e trabalhava como psiquiatra militar.
Durante o julgamento, Hasan afirmou que agiu para impedir que soldados americanos fossem enviados ao Afeganistão para combater muçulmanos. O ataque ocorreu dentro da instalação militar e atingiu militares e outras pessoas que estavam no local.
Após a condenação, o ex-major permaneceu sob custódia militar à espera do cumprimento da pena. O caso voltou ao debate público com o anúncio de que a execução poderá ter acesso de espectadores, uma medida incomum nos Estados Unidos.
Execuções públicas nos Estados Unidos
A eventual transmissão também chama a atenção pelo histórico das execuções públicas no país. A última execução amplamente reconhecida como pública ocorreu em 1936, quando Rainey Bethea foi enforcado diante de uma multidão em Owensboro, no estado de Kentucky. Ele havia sido condenado por estupro.
Outro marco histórico envolve o Exército americano. O soldado Eddie Slovik foi executado por fuzilamento em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, após ser condenado por deserção. Ele foi o único militar americano executado por esse crime durante o conflito.
A possível transmissão da execução de Hasan reacende o debate sobre a aplicação da pena de morte e a exposição pública de procedimentos desse tipo. Ainda não há informações detalhadas sobre as condições de acesso do público nem sobre o formato que a transmissão poderá ter.
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