Os trabalhadores da Urbanizadora Municipal (Urbam) decidiram retomar a greve em São José dos Campos após a segunda audiência de mediação realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), em Campinas, terminar sem acordo entre a empresa e o sindicato da categoria. A decisão foi tomada em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (10), em frente à sede da empresa, na Vila Industrial.
A paralisação integra a campanha salarial iniciada em abril deste ano e volta a ganhar força após o fracasso das negociações conduzidas pelo desembargador Hélio Dantas Lobo Júnior, vice-presidente do TRT-15. Durante a audiência realizada na terça-feira (9), representantes dos trabalhadores mantiveram as reivindicações relacionadas ao pagamento de adicional de insalubridade, progressão salarial e reajuste nos benefícios, especialmente no vale-alimentação.
Segundo relatos de trabalhadores que acompanharam a audiência, a Urbam alegou dificuldades financeiras para justificar a impossibilidade de atender às reivindicações apresentadas pelo sindicato. A empresa também teria informado que eventuais faltas decorrentes de uma nova paralisação poderão ser descontadas dos salários dos funcionários.
Antes da assembleia, a Urbam divulgou nota afirmando que apresentou uma proposta de reajuste salarial e aumento no vale-refeição, levando em consideração a situação financeira da empresa e a necessidade de preservar o equilíbrio econômico para garantir a continuidade dos serviços públicos. De acordo com a companhia, os termos foram rejeitados pelo sindicato, impedindo a formalização de um acordo.
Já o SEAAC (Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio), que representa os trabalhadores, considerou a proposta insuficiente. O presidente da entidade, Marcelo Ribeiro, afirmou que não houve avanços efetivos nas negociações e que a definição do dissídio coletivo ficará agora a cargo do plenário do TRT-15. Segundo ele, o processo será analisado pelos desembargadores da Corte, que deverão decidir sobre as reivindicações da categoria.
Com a manutenção do impasse, os trabalhadores optaram pela retomada da greve enquanto aguardam o julgamento do processo na Justiça do Trabalho.
A nova paralisação poderá provocar impactos em diversos serviços prestados pela Urbam, incluindo coleta de lixo, varrição, manutenção urbana e obras públicas. Durante o movimento grevista realizado em abril, setores ligados à limpeza urbana, coleta seletiva, manutenção de prédios públicos e outros serviços operacionais registraram adesão significativa dos funcionários.
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