domingo, 5 de julho de 2026
Geral

Tenente-coronel da PM é preso suspeito de matar esposa em São José

Oficial foi indiciado por feminicídio após laudos descartarem suicídio e apontarem inconsistências na versão inicial

Tenente-coronel da PM é preso suspeito de matar esposa em São José
Foto: Reprodução AquiVale/Imagens

A Polícia Civil, em conjunto com a Polícia Militar, prendeu na manhã desta quarta-feira (18) o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, investigado pela morte da esposa, a policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça no mês passado.

A prisão ocorreu por volta das 8h, no apartamento do oficial, localizado no Jardim Augusta, região central de São José dos Campos. A ação contou com a participação de agentes da Polícia Civil e da Corregedoria da PM.

Segundo informações divulgadas pelo g1, o tenente-coronel foi localizado em casa e será encaminhado ao 8º Distrito Policial, na capital paulista, onde deve prestar depoimento e ter a prisão formalizada.

Após os procedimentos iniciais, ele deve passar por exame de corpo de delito e, em seguida, ser transferido para o Presídio Militar Romão Gomes, também na capital. A expectativa é que o Inquérito Policial Militar seja concluído nos próximos dias.

O pedido de prisão foi feito à Justiça na terça-feira (17), com aval do Ministério Público de São Paulo e da Corregedoria da PM, e acabou autorizado pela Justiça Militar.

A decisão se baseou em laudos da Polícia Técnico-Científica que apontaram inconsistências na hipótese inicial de suicídio. Entre os elementos considerados estão a trajetória da bala e a profundidade dos ferimentos, que indicam que a vítima não teria tirado a própria vida.

Os exames também revelaram que Gisele não estava grávida nem sob efeito de substâncias, mas identificaram manchas de sangue em diferentes cômodos do apartamento, o que reforçou a suspeita de crime.

Outros laudos ainda são aguardados para esclarecer completamente a dinâmica do ocorrido. O caso aconteceu no dia 18 de fevereiro e, inicialmente, foi tratado como suicídio, mas passou a ser investigado como feminicídio após decisão judicial.

O laudo necroscópico também apontou a presença de lesões no rosto e no pescoço da vítima, o que contribuiu para a mudança na linha de investigação.

Foto: Reprodução

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda. Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu Comentário

Seu e-mail e telefone não serão exibidos publicamente. Campos com * são obrigatórios.