quarta-feira, 15 de julho de 2026
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Tecnologia criada no Vale usa IA para reduzir erros jurídicos em prefeituras

Na ferramenta, são mais de 5 milhões de documentos jurídicos organizados reunindo legislações municipais

Tecnologia criada no Vale usa IA para reduzir erros jurídicos em prefeituras
Tecnologia criada no Vale usa IA para reduzir erros jurídicos em prefeituras AquiVale/Imagens

O advogado Angelo Biaso, especializado em gestão pública, desenvolveu a plataforma Chat GPI, que usa a inteligência artificial para organizar documentos jurídicos e estruturar decisões em segundos.

Criado no Vale do Paraíba, o sistema dispõe de legislações municipais das cidades da região, Litoral Norte, Vale Histórico e Serra da Mantiqueira, permitindo consultas específicas conforme o município selecionado. A meta do dispositivo é reduzir falhas técnicas, ampliar a segurança jurídica e acelerar processos internos da administração pública.

“A gestão pública vive hoje um cenário de alta complexidade normativa e pressão constante por decisões rápidas. O problema não é a falta de informação, mas a dificuldade de organizar e validar essas informações com segurança”, diz o advogado.

O ChatGPI reúne mais de 5 milhões de documentos jurídicos (leis municipais, estaduais e federais, jurisprudências, súmulas, acórdãos e orientações de tribunais de contas). A partir de uma pergunta feita em linguagem simples, a plataforma cruza diferentes níveis da hierarquia normativa brasileira e entrega respostas fundamentadas, rastreáveis e verificáveis.

A IA opera em ambiente fechado, utilizando exclusivamente uma base jurídica própria e estruturada. Isso permite que todas as respostas apresentem as fontes utilizadas, reduzindo riscos de interpretações equivocadas.

O desenvolvimento do sistema é a continuação de uma tendência em crescimento: a digitalização e modernização da gestão pública brasileira. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Brasil encerrou 2024 com mais de 80 milhões de processos pendentes de julgamento, cenário que aumenta a pressão jurídica sobre municípios e órgãos públicos.

Para Biaso, a IA não substitui a decisão humana, mas melhora a qualidade técnica da tomada de decisão. “A inteligência artificial não substitui o gestor, mas oferece uma base técnica organizada, rastreável e verificável para decisões mais seguras dentro da administração pública".

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