sábado, 24 de outubro de 2026
mundo

Spotify remove 75 milhões de faixas e amplia combate a spam e músicas geradas por IA

Plataforma também restringiu a recomendação de outras 50 milhões de músicas consideradas de baixa qualidade e anunciou novas medidas para identificar artistas e conteúdos gerados por inteligência artificial.

Spotify remove 75 milhões de faixas e amplia combate a spam e músicas geradas por IA
Foto: Reprodução

O Spotify removeu mais de 75 milhões de faixas identificadas como spam ou conteúdo de baixa qualidade nos últimos meses. A medida faz parte de uma série de ações da plataforma de streaming para combater publicações que violam suas regras e melhorar a experiência dos usuários diante do crescimento da produção musical com inteligência artificial (IA).

Além das remoções, o serviço restringiu a recomendação de outras 50 milhões de músicas. Segundo a empresa, a decisão foi baseada em sinais de comportamento dos ouvintes, como faixas frequentemente ignoradas ou rejeitadas, além de padrões de publicação e informações sobre os conteúdos.

Em uma atualização sobre as medidas de proteção para artistas, compositores e produtores, o Spotify afirmou que identificou um padrão entre as músicas consideradas problemáticas: elas eram frequentemente classificadas pelos usuários como conteúdo de baixa qualidade ou spam. A empresa também informou que mantém critérios editoriais para evitar a inclusão desse tipo de material nas seleções de músicas.

Plataforma amplia detecção de conteúdo gerado por IA

O Spotify também anunciou avanços nas ferramentas usadas para identificar conteúdos produzidos com inteligência artificial. A empresa reconhece que a evolução da IA generativa torna a identificação desse material cada vez mais complexa.

Entre as práticas que a plataforma pretende combater estão o envio em massa de faixas, a publicação de músicas duplicadas, a manipulação de mecanismos de busca, as redes de playlists usadas para gerar reproduções artificiais e o lançamento de faixas excessivamente curtas.

A empresa também informou que já verificou 300 mil artistas na plataforma. Os perfis desses profissionais podem receber um selo destinado a indicar que há uma pessoa real e identificável por trás do trabalho musical. Já os conteúdos associados a artistas classificados pelo serviço como “personas de IA” recebem uma identificação específica e, por padrão, ficam fora das recomendações editoriais e algorítmicas, salvo situações como quando o próprio usuário segue esse perfil.

Novas medidas para proteger artistas

Outra iniciativa é o programa beta Proteção de Perfil do Artista, que permite aos músicos revisar os lançamentos enviados ao Spotify em seu nome. A ferramenta busca reduzir casos de falsificação de identidade e manipulação de reproduções. Segundo a empresa, milhares de artistas já participam do programa, que deve ser ampliado até o fim do ano.

O serviço também lançou um recurso que permite informar, nos créditos das músicas, como a inteligência artificial foi utilizada na produção. As informações podem ser consultadas diretamente no aplicativo.

Outras plataformas também adotaram medidas para lidar com o avanço da música gerada por IA. A Tidal anunciou planos para identificar e etiquetar faixas consideradas quase totalmente produzidas por inteligência artificial. Nesse serviço, os conteúdos identificados podem continuar disponíveis, mas não são elegíveis para monetização.

O Spotify e o Apple Music também implementaram recursos relacionados à identificação de conteúdo gerado por IA, embora parte dessas iniciativas dependa da transparência dos artistas e das distribuidoras responsáveis pelos lançamentos.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda. Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu Comentário

Seu e-mail e telefone não serão exibidos publicamente. Campos com * são obrigatórios.