A artista visual Cláu Epiphanio apresenta a exposição individual "No Avesso", com abertura no dia 7 de agosto, às 18h, no Salão São José, no Parque Vicentina Aranha. A mostra reúne pinturas, obras têxteis, biombos e objetos produzidos a partir de materiais ressignificados, propondo uma reflexão sobre memória, ancestralidade, corpo e espiritualidade. Realizada com recursos do Fundo Municipal de Cultura, a exposição fica em cartaz até 3 de setembro, com entrada gratuita.
Organizada nos núcleos de pinturas, instalações têxteis e amuletos, "No Avesso" convida o público a percorrer um universo simbólico marcado por figuras femininas, animais, casas e objetos que evocam pertencimento, proteção e os vínculos invisíveis entre passado e presente. Nas obras, a artista transforma experiências íntimas em imagens carregadas de significados, revelando a potência dos processos de mudança, perda e renascimento.
A pesquisa articula pintura, bordado, arte têxtil e objetos, compreendendo a criação artística como um campo de escuta e transformação. Madeira, tecidos, telas e elementos garimpados compõem uma narrativa visual que atravessa dimensões íntimas e coletivas. A curadoria é assinada por Francela Carrera, com co-curadoria de Renata Freitas. A produção executiva é de Paulo H. Rosa, da Galeria Poente.
Sobre a artista
Cláu Epiphanio é artista visual, muralista e pesquisadora. Sua produção investiga as relações entre ancestralidade, corpo, memória e espiritualidade, transitando entre pintura, arte têxtil e objetos. Há mais de cinco anos atua em projetos de muralismo e residências artísticas, com pesquisa voltada a tecidos, bordados e narrativas simbólicas. Participou de exposições individuais e coletivas e integrou a residência artística Capivara, no Piauí, onde aprofundou estudos sobre arte, ancestralidade e natureza, além de outros projetos colaborativos pelo Brasil.
Contrapartidas e acessibilidade
Como ação formativa, o projeto realizou uma oficina gratuita em parceria com a Associação Guadalupe, reunindo mulheres em um processo coletivo de criação têxtil. Os fragmentos produzidos durante o encontro deram origem à obra "Colcha Guadalupe", apresentada na mostra.
A exposição contará com audiodescrição, textos em braille e visitas mediadas com interpretação em Libras, ampliando as possibilidades de fruição para diferentes públicos. Durante todo o período expositivo, também serão promovidas visitas mediadas conduzidas pela artista e pela equipe de mediação.
Comentários (0)
Nenhum comentário publicado ainda. Seja o primeiro a comentar!
Deixe seu Comentário
Seu e-mail e telefone não serão exibidos publicamente. Campos com * são obrigatórios.