sexta-feira, 17 de julho de 2026
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Quer ser doador de órgãos? Cadastro online já tem mais de 30 mil adesões

Em 2025, o SUS realizou aproximadamente 31 mil transplantes, número recorde da série histórica e 21% superior ao registrado em 2022

Quer ser doador de órgãos? Cadastro online já tem mais de 30 mil adesões
Quer ser doador de órgãos? Cadastro online já tem mais de 30 mil adesões AquiVale/Imagens

Mais de 30 mil brasileiros já registraram oficialmente a intenção de doar órgãos por meio da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (AEDO), ferramenta gratuita criada para facilitar a manifestação de vontade dos doadores e fortalecer a política de transplantes no país. Regulamentado em 2024 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o sistema permite que qualquer pessoa maior de 18 anos faça o cadastro pela internet em poucos minutos.

A autorização fica integrada ao Sistema Nacional de Transplantes (SNT), do Sistema Único de Saúde (SUS), e ajuda as equipes médicas e os familiares a conhecerem o desejo do doador em um momento delicado. Apesar disso, a legislação brasileira determina que a palavra final sobre a doação continua sendo da família.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 48 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil. Em 2025, o SUS realizou aproximadamente 31 mil transplantes, número recorde da série histórica e 21% superior ao registrado em 2022. Os procedimentos mais frequentes envolvem transplantes de córnea, rim, medula óssea, fígado e coração.

Como fazer o cadastro

O processo é gratuito e pode ser feito de forma totalmente digital:

• Acesse o portal da AEDO ou o aplicativo e-Notariado;

• Solicite um Certificado Digital Notarizado;

• Preencha a autorização eletrônica;

• Participe de uma videoconferência com um tabelião para validação da identidade;

• Assine digitalmente o documento.

Após a conclusão, a autorização passa a constar no Sistema Nacional de Transplantes, registrando oficialmente a intenção de ser doador. Mesmo assim, especialistas reforçam que é fundamental conversar com os familiares sobre essa decisão, já que a autorização da família continua sendo exigida pela legislação brasileiro.

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