A renda extra tem ganhado espaço no orçamento de brasileiros que enfrentam dificuldades financeiras. Segundo levantamento da Serasa em parceria com a Opinion Box, 28% das pessoas que fazem atividades complementares usam o dinheiro para negociar dívidas e reduzir pendências financeiras.
Os dados mostram que a renda adicional deixou de ser apenas uma opção temporária e passou a integrar a organização financeira de muitas famílias. Entre os entrevistados, 46% afirmaram utilizar o valor para complementar o salário mensal, enquanto 26% destinam o recurso ao pagamento de contas básicas. Outros 23% disseram buscar maior autonomia e estabilidade financeira.
Para o especialista Bruno Moura, o avanço do custo de vida e o comprometimento da renda têm levado mais pessoas a procurar fontes alternativas de ganho. Segundo ele, em muitos casos, o salário principal já não é suficiente para cobrir despesas do dia a dia e compromissos financeiros antigos.
Apesar de ajudar no curto prazo, a renda extra sozinha não resolve o problema do endividamento. Moura afirma que, sem planejamento, o dinheiro tende a ser absorvido por novos gastos ou pela manutenção do padrão de consumo.
Por outro lado, quando o recurso é usado de forma estratégica, pode contribuir para reduzir juros e reorganizar as finanças. Entre as orientações estão separar a renda principal da complementar e priorizar o pagamento de dívidas com juros mais altos, como cartão de crédito e cheque especial.
Após quitar as pendências, a recomendação é direcionar o valor para a formação de uma reserva de emergência e, posteriormente, para investimentos de longo prazo.
O levantamento também aponta que um dos principais erros é aumentar os gastos conforme a renda cresce, sem utilizar parte do dinheiro para diminuir dívidas ou construir uma reserva financeira.
Comentários (0)
Nenhum comentário publicado ainda. Seja o primeiro a comentar!
Deixe seu Comentário
Seu e-mail e telefone não serão exibidos publicamente. Campos com * são obrigatórios.