Uma professora da rede municipal de São José dos Campos negou, em um story publicado em suas redes sociais, ter recebido o acolhimento que a Prefeitura afirmou ter oferecido após o caso em que um estudante colocou um caco de vidro dentro do copo de água usado pela docente durante uma aula.
Relembre o caso: a professora relatou que precisou de atendimento médico e iniciou os procedimentos para abertura da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) depois de descobrir o vidro no recipiente. Segundo ela, um dos alunos colocou o objeto no copo enquanto outros colegas perceberam a ação, mas não a alertaram de imediato. A professora contou que notou o clima de agitação na sala antes de saber o que havia acontecido e que, ao perguntar aos estudantes o que havia no copo, encontrou resistência para obter uma resposta.
Em depoimento, a docente afirmou não compreender até que ponto os profissionais da educação precisam demonstrar resiliência diante de situações de violência na escola e cobrou a criação de protocolos mais rígidos para proteger professores.
A Prefeitura, por meio de nota, informou que as famílias dos três alunos envolvidos foram convocadas pela direção da unidade escolar e que os estudantes foram suspensos até o fim do semestre letivo, em julho. O município classificou o episódio como ato infracional e disse ter encaminhado o caso ao conselho tutelar e à delegacia, além de comunicar os responsáveis pelos alunos. A gestão também declarou ter oferecido à professora apoio para a abertura do boletim de ocorrência e da CAT, com acompanhamento posterior por meio de suporte psicológico.
Apesar da versão oficial, a professora afirmou em suas redes sociais que o suporte não foi oferecido e que ela própria custeou a ida ao hospital, a abertura do CAT e do boletim de ocorrência. Segundo a docente, o atendimento psicológico também está sendo providenciado por conta própria, com apoio de amigos, e a Secretaria de Educação ainda não entrou em contato com ela.
O caso segue repercutindo nas redes sociais e ampliou a discussão sobre a segurança dos profissionais da educação e a necessidade de fortalecer políticas de prevenção à violência dentro das escolas.

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