quinta-feira, 16 de julho de 2026
Geral

Professora nega ter sido acolhida pela Prefeitura após caso do vidro no copo d'água

Docente vítima de tentativa de agressão em sala de aula contesta versão divulgada pelo poder público em São José dos Campos

Professora nega ter sido acolhida pela Prefeitura após caso do vidro no copo d'água
Professora nega ter sido acolhida pela Prefeitura após caso do vidro no copo d'água AquiVale/Imagens

Uma professora da rede municipal de São José dos Campos negou, em um story publicado em suas redes sociais, ter recebido o acolhimento que a Prefeitura afirmou ter oferecido após o caso em que um estudante colocou um caco de vidro dentro do copo de água usado pela docente durante uma aula.

Relembre o caso: a professora relatou que precisou de atendimento médico e iniciou os procedimentos para abertura da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) depois de descobrir o vidro no recipiente. Segundo ela, um dos alunos colocou o objeto no copo enquanto outros colegas perceberam a ação, mas não a alertaram de imediato. A professora contou que notou o clima de agitação na sala antes de saber o que havia acontecido e que, ao perguntar aos estudantes o que havia no copo, encontrou resistência para obter uma resposta.

Em depoimento, a docente afirmou não compreender até que ponto os profissionais da educação precisam demonstrar resiliência diante de situações de violência na escola e cobrou a criação de protocolos mais rígidos para proteger professores.

A Prefeitura, por meio de nota, informou que as famílias dos três alunos envolvidos foram convocadas pela direção da unidade escolar e que os estudantes foram suspensos até o fim do semestre letivo, em julho. O município classificou o episódio como ato infracional e disse ter encaminhado o caso ao conselho tutelar e à delegacia, além de comunicar os responsáveis pelos alunos. A gestão também declarou ter oferecido à professora apoio para a abertura do boletim de ocorrência e da CAT, com acompanhamento posterior por meio de suporte psicológico.

Apesar da versão oficial, a professora afirmou em suas redes sociais que o suporte não foi oferecido e que ela própria custeou a ida ao hospital, a abertura do CAT e do boletim de ocorrência. Segundo a docente, o atendimento psicológico também está sendo providenciado por conta própria, com apoio de amigos, e a Secretaria de Educação ainda não entrou em contato com ela.

O caso segue repercutindo nas redes sociais e ampliou a discussão sobre a segurança dos profissionais da educação e a necessidade de fortalecer políticas de prevenção à violência dentro das escolas.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda. Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu Comentário

Seu e-mail e telefone não serão exibidos publicamente. Campos com * são obrigatórios.