quarta-feira, 19 de agosto de 2026
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Prefeitura de São José propõe leis para mudar cobranças da taxa de lixo e iluminação pública

Os projetos de lei foram enviados à Câmara dos Vereadores e, se aprovados, vão influenciar nos valores pagos pelos moradores. Ainda não há data para votação

Prefeitura de São José propõe leis para mudar cobranças da taxa de lixo e iluminação pública
Foto: AquiVale/Imagens

A Prefeitura de São José dos Campos enviou dois projetos de lei complementar à Câmara dos Vereadores para mudar os valores de cobrança da taxa de lixo e da contribuição de custeio da iluminação pública.

Os projetos são de autoria do prefeito Anderson Farias (PSD) e passaram a tramitar na Câmara Municipal nesta quinta-feira (21). As propostas ainda serão analisadas e votadas pelos vereadores, mas ainda não tem data para isso acontecer.

Taxa de lixo

No caso da taxa de lixo, que é cobrada junto com o carnê do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), o projeto propõe a alteração da lei que regulamenta a base de cálculo da cobrança.

No documento enviado à Câmara Municipal, o prefeito de São José argumentou que o objetivo da mudança é “fortalecer a política pública de coleta, tratamento e destinação dos resíduos a fim de beneficiar toda a população e promover maior equilíbrio fiscal e social”.

Caso o projeto seja aprovado, a base de cálculo da cobrança vai passar a seguir dois critérios:

  • o tamanho da área construída de cada imóvel, comércio ou indústria
  • o número de vezes que a coleta é feita por semana

Atualmente, a cobrança é dividida igualmente para os moradores de área urbana, com taxa de R$ 125,44. Com o projeto de lei, o valor subiria.

Iluminação pública

A outra proposta é a mudança da contribuição do custeio da iluminação pública, que já é paga mensalmente na conta de luz. Se o projeto de lei for aprovado, um valor adicional para melhorias do sistema de monitoramento de segurança será cobrado.

Segundo a proposta, o dinheiro poderá ser usado para instalação e manutenção de câmeras de vigilância, sensores, alarmes e até sistemas para análise de dados.

No projeto enviado à Câmara dos Vereadores, o prefeito - que defende que a mudança é autorizada por uma lei federal.

A prefeitura informou que, atualmente, os moradores que consomem de 101 a 300 quilowatts por mês pagam uma contribuição de R$ 5,18.

O valor adicional previsto para o sistema de monitoramento de segurança varia conforme categoria e consumo. Confira a seguir:

Os dois projetos ainda precisam passar por análises das comissões da Câmara antes de serem votados pelos vereadores. Não há prazo.

Fotos: Reprodução

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