domingo, 5 de julho de 2026
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Prefeitura de São José dos Campos marca audiências públicas após TJ derrubar lei sobre áreas verdes

De acordo com edital publicado na última sexta-feira (23) pela Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária, serão realizadas seis audiências públicas ao longo do mês de fevereiro, em diferentes regiões da cidade

Prefeitura de São José dos Campos marca audiências públicas após TJ derrubar lei sobre áreas verdes
Prefeitura de São José dos Campos marca audiências públicas após TJ derrubar lei sobre áreas verdes AquiVale/Imagens

Após o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) declarar inconstitucional a Emenda à Lei Orgânica que autorizava a mudança na destinação de áreas verdes e institucionais em São José dos Campos, a Prefeitura anunciou a realização de audiências públicas para discutir a elaboração de um novo projeto com a mesma finalidade.

De acordo com edital publicado na última sexta-feira (23) pela Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária, serão realizadas seis audiências públicas ao longo do mês de fevereiro, em diferentes regiões da cidade. Os encontros estão marcados para os dias 9, no Vista Verde; 10, no Jardim Santa Fé; 11, no Centro; 12, no Bosque dos Eucaliptos; 19, em Santana; e 20, no Jardim das Indústrias.

A ausência de audiências públicas foi um dos principais argumentos acolhidos pelo TJ para considerar a norma inconstitucional. O outro ponto destacado pela Justiça foi a falta de estudos técnicos que embasassem a proposta aprovada anteriormente.

Após a conclusão das audiências, o prefeito Anderson Farias (PSD) deverá encaminhar à Câmara Municipal uma nova Proposta de Emenda à Lei Orgânica (Pelom). O texto precisará passar por duas votações, com intervalo mínimo de dez dias entre elas. Para aprovação, são necessários 14 dos 21 votos. Atualmente, a base governista conta com 13 vereadores, o que exige apoio de ao menos um parlamentar da oposição.

A administração municipal tenta acelerar o processo, já que a decisão do TJ resultou na suspensão da construção de um conjunto habitacional no bairro Vila Unidos, obra executada pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) em área cedida pela Prefeitura.

As áreas institucionais são destinadas à instalação de equipamentos públicos, como escolas, creches e unidades de saúde. Já as áreas verdes têm função ambiental e paisagística, com restrições para edificações. Entre 2024 e 2025, a Prefeitura solicitou — e a Câmara aprovou — duas alterações na legislação municipal que permitiam a mudança de destinação desses espaços, medidas que acabaram sendo questionadas judicialmente.

A situação mais recente foi o caso da Vila Unidos, em São José dos Campos, onde uma área verde do bairro chegou a ser indicada para a construção de moradias populares. A proposta se baseava em uma lei municipal que autorizava a mudança da destinação desses espaços, mas a medida foi considerada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, decisão que acabou mantida pelo Supremo Tribunal Federal. Com isso, o projeto não pôde avançar, e a área, que era usada para lazer pelos moradores, não pode ser destinada à habitação com base nessa legislação.

Comentários (1)

F
FERNANDO 28 de jan. de 2026

PÁTRIA, FAMÍLIA E AMANTE NO TRABALHO, NÉ SR PREFEITO???

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