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Preços altos levam população mais pobre a consumir mais ultraprocessados

Produtos são pobres em nutrientes e ricos em aditivos químicos

A inflação tem impactado fortemente a alimentação dos brasileiros, tornando os alimentos naturais cada vez mais caros. Como resultado, muitas pessoas substituem itens como carne, frango e ovos, por alternativas mais baratas, como os ultraprocessados. Até mesmo o café, um item básico, foi substituído por chá, e o leite das crianças, por sucos industrializados, repletos de açúcar e conservantes.

O aumento nos preços de frutas, verduras e legumes dificulta o acesso a alimentos nutritivos, o que prejudica a saúde e aumenta o risco de doenças crônicas entre os consumidores. Entre 2020 e 2025, os alimentos naturais e pouco processados sofreram um aumento de 49%, enquanto os ultraprocessados subiram 38%. Embora esses produtos sejam mais baratos, com amplas períodos de validade e menos afetados por variações climáticas, são pobres em nutrientes e ricos em aditivos químicos.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz, uma a cada dez mortes no Brasil é atribuída ao consumo de ultraprocessados, com um impacto econômico de mais de 10 bilhões de reais, considerando os custos diretos para o SUS, como tratamentos hospitalares, ambulatórios, medicamentos e cuidados com doenças como obesidade, diabetes e hipertensão.

Uma pesquisa da Coalizão Pacto Contra a Fome revela que as populações mais pobres são as mais afetadas por esse fenômeno, com um aumento no consumo de ultraprocessados e uma queda no consumo de frutas e hortaliças. Esse cenário evidencia a necessidade urgente de políticas públicas que abordem as diversas vertentes desse problema, especialmente nas comunidades mais vulneráveis.
Em resposta, o Governo Federal anunciou uma redução no limite de alimentos processados e ultraprocessados nas escolas públicas, que cairá para 15% em 2025 e para 10% em 2026. A medida visa melhorar a saúde alimentar de 40 milhões de estudantes e fortalecer a agricultura familiar. Além disso, deve garantir refeições mais saudáveis nas escolas, que muitas vezes representam a única fonte de alimentação para as crianças.

É fundamental que as políticas públicas e as ações do governo não apenas se concentrem na redução do consumo de alimentos ultraprocessados, mas também incentivem e garantam condições de acesso a alimentos frescos, nutritivos e sustentáveis, garantindo uma alimentação saudável para todas as camadas da população. A mudança começa com as escolhas alimentares nas escolas, mas deve se estender a todos os âmbitos da sociedade, para que as futuras gerações cresçam com acesso ao que há de melhor para sua saúde e desenvolvimento.

Foto: Reprodução

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