A qualidade do ar no Brasil ficou acima dos limites considerados seguros em 2024. Os dados são do Relatório Anual de Acompanhamento da Qualidade do Ar 2025, divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
O levantamento analisou medições feitas em todo o país e, pela primeira vez, seguiu os novos padrões definidos em 2024 pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). As regras aproximam o Brasil dos níveis recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo o relatório, a maioria dos poluentes ficou acima do limite intermediário considerado aceitável. Isso significa que o ar respirado pela população esteve mais poluído do que o recomendado durante boa parte do ano.
O ozônio teve aumento de até 11% em alguns estados. O monóxido de carbono subiu até 17%, e o dióxido de nitrogênio registrou alta de até 22% no Rio de Janeiro.
O dióxido de enxofre também apresentou crescimento, chegando a 16% no Espírito Santo. Já o material particulado, formado por poeira fina e fumaça que entram nos pulmões, aumentou em várias regiões.
Apenas o monóxido de carbono e o dióxido de nitrogênio ficaram, na maior parte do tempo, dentro do limite intermediário permitido. Mesmo assim, houve registros pontuais de excesso.
O Brasil tem atualmente 570 estações que monitoram a qualidade do ar. O número cresceu nos últimos anos, mas parte delas está inativa ou não envia dados regularmente.
O relatório reforça a necessidade de ampliar o controle da poluição e criar planos para enfrentar dias críticos. Apesar das novas regras, o país ainda está longe do nível ideal de qualidade do ar.
Comentários (0)
Nenhum comentário publicado ainda. Seja o primeiro a comentar!
Deixe seu Comentário
Seu e-mail e telefone não serão exibidos publicamente. Campos com * são obrigatórios.