quarta-feira, 19 de agosto de 2026
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PF investiga se Lulinha foi “sócio oculto” do Careca do INSS

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atuou na defesa de Lulinha, disse que seu cliente não tem relação com as fraudes e que ele nunca foi sócio do Careca do INSS

PF investiga se Lulinha foi “sócio oculto” do Careca do INSS
Foto: AquiVale/Imagens

A PF (Polícia Federal) informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que está investigando citações a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no inquérito sobre desvios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A informação foi publicada pelo Estadão e confirmada pelo UOL.

Investigadores apuram se Lulinha teria atuado como "sócio oculto" do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. A hipótese é que ele teria se envolvido no esquema de descontos ilegais no INSS por meio de uma amiga em comum com Antunes, a empresária Roberta Luchsinger.

A empresária Luchsinger foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, em dezembro. Ela tinha um contrato de consultoria com o Careca do INSS. Para auxiliá-lo em negócios com o governo federal, a empresária recebeu R$ 1,5 milhão. O Careca do INSS está preso desde setembro, suspeito de liderar um esquema milionário de descontos indevidos em aposentadorias.

Segundo a PF, o filho do presidente foi mencionado em conversas entre terceiros. Até o momento, porém, sua participação nos fatos investigados não foi confirmada, destacou a polícia.

Menções a Lulinha

O filho do presidente foi citado em ao menos três momentos. O empresário Edson Claro, ex-sócio do Careca do INSS em uma empresa de cannabis medicinal, mencionou Lulinha em depoimento.

O empresário disse ter ouvido do Careca do INSS que Roberta Luchsinger faria lobby com o Ministério da Saúde e que Lulinha seria sócio do empreendimento.

O segundo conjunto de indícios da suposta atuação de Lulinha no esquema são viagens de avião feitas por ele e Luchsinger. Viagens de São Paulo a Brasília e a Lisboa, em Portugal, ocorreram no momento em que empresários fechavam negócio.

Referências a Lulinha também aparecem em conversas entre o Careca do INSS e a empresária. Em uma das conversas, o Careca do INSS pede a um funcionário para pagar R$ 300 mil por mês para a empresa de Luchsinger e diz que seria referente ao "filho do rapaz".

Em outra, Luchsinger diz ao Careca do INSS que a PF apreendeu "um envelope com o nome do nosso amigo" — o envelope tinha ingressos para um show.

Foto: Folha/UOL

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