domingo, 5 de julho de 2026
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PF investiga se Lulinha foi “sócio oculto” do Careca do INSS

O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que atuou na defesa de Lulinha, disse que seu cliente não tem relação com as fraudes e que ele nunca foi sócio do Careca do INSS

PF investiga se Lulinha foi “sócio oculto” do Careca do INSS
PF investiga se Lulinha foi “sócio oculto” do Careca do INSS AquiVale/Imagens

A PF (Polícia Federal) informou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que está investigando citações a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no inquérito sobre desvios no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A informação foi publicada pelo Estadão e confirmada pelo UOL.

Investigadores apuram se Lulinha teria atuado como "sócio oculto" do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS. A hipótese é que ele teria se envolvido no esquema de descontos ilegais no INSS por meio de uma amiga em comum com Antunes, a empresária Roberta Luchsinger.

A empresária Luchsinger foi alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, em dezembro. Ela tinha um contrato de consultoria com o Careca do INSS. Para auxiliá-lo em negócios com o governo federal, a empresária recebeu R$ 1,5 milhão. O Careca do INSS está preso desde setembro, suspeito de liderar um esquema milionário de descontos indevidos em aposentadorias.

Segundo a PF, o filho do presidente foi mencionado em conversas entre terceiros. Até o momento, porém, sua participação nos fatos investigados não foi confirmada, destacou a polícia.

Menções a Lulinha

O filho do presidente foi citado em ao menos três momentos. O empresário Edson Claro, ex-sócio do Careca do INSS em uma empresa de cannabis medicinal, mencionou Lulinha em depoimento.

O empresário disse ter ouvido do Careca do INSS que Roberta Luchsinger faria lobby com o Ministério da Saúde e que Lulinha seria sócio do empreendimento.

O segundo conjunto de indícios da suposta atuação de Lulinha no esquema são viagens de avião feitas por ele e Luchsinger. Viagens de São Paulo a Brasília e a Lisboa, em Portugal, ocorreram no momento em que empresários fechavam negócio.

Referências a Lulinha também aparecem em conversas entre o Careca do INSS e a empresária. Em uma das conversas, o Careca do INSS pede a um funcionário para pagar R$ 300 mil por mês para a empresa de Luchsinger e diz que seria referente ao "filho do rapaz".

Em outra, Luchsinger diz ao Careca do INSS que a PF apreendeu "um envelope com o nome do nosso amigo" — o envelope tinha ingressos para um show.

Foto: Folha/UOL

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