Pela primeira vez na história da medicina brasileira, as mulheres passaram a ser maioria entre os profissionais da área. De acordo com o estudo Demografia Médica no Brasil 2025, o país deve encerrar o ano com cerca de 635,7 mil médicos em atividade, sendo 50,9% mulheres.
O levantamento revela uma mudança significativa no perfil da profissão ao longo das últimas décadas. Em 2010, as médicas representavam 41% da categoria, percentual que cresceu gradualmente até ultrapassar o número de homens.
Além da mudança no perfil de gênero, o estudo mostra que o número total de profissionais da medicina continua em expansão no país. A projeção é de que o Brasil ultrapasse 1 milhão de médicos até 2035, podendo chegar a aproximadamente 1,15 milhão de profissionais em atividade.
O avanço da participação feminina também aparece nas universidades. Nos cursos de medicina, as mulheres já são maioria entre os estudantes. Em 2023, elas representaram 61,8% dos matriculados na graduação, indicando que a presença feminina na profissão tende a aumentar ainda mais nos próximos anos.
Apesar do crescimento no número de profissionais, o estudo aponta que a distribuição de médicos pelo país ainda é desigual. Cidades com mais de 500 mil habitantes concentram 58% dos médicos, mesmo reunindo apenas cerca de 31% da população brasileira.
Por outro lado, milhares de municípios com menos de 50 mil habitantes contam com apenas 8% dos profissionais, o que evidencia dificuldades de acesso à assistência médica em regiões menores ou mais afastadas.
Atualmente, o Brasil possui cerca de 2,98 médicos para cada mil habitantes, índice ainda abaixo da média de países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de aproximadamente 3,7 profissionais por mil habitantes.
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