A patente da substância semaglutida, usada em medicamentos como o Ozempic, expirou nesta sexta-feira (20), abrindo caminho para a produção de versões mais baratas. No entanto, apesar da expectativa do mercado, o Brasil ainda não conta com alternativas nacionais aprovadas.
A queda da patente encerra cerca de 20 anos de exclusividade da farmacêutica Novo Nordisk sobre o composto. A empresa chegou a tentar estender esse prazo por mais tempo na Justiça, mas não obteve sucesso. Com isso, outras farmacêuticas passaram a investir no desenvolvimento de produtos semelhantes.
Mesmo com o fim da proteção, a chegada de versões genéricas ou similares não será imediata. Atualmente, cerca de 15 pedidos de registro de medicamentos à base de semaglutida estão em análise no país, sem nenhuma aprovação até o momento.
De acordo com especialistas, o processo é mais demorado devido à complexidade da substância. A semaglutida é considerada um composto que fica na fronteira entre medicamentos sintéticos e biológicos, o que exige uma avaliação técnica mais rigorosa por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
Entre os pedidos mais avançados estão os de farmacêuticas brasileiras, como a EMS e a Ávita Care. A Anvisa solicitou informações adicionais às empresas no início de março, e o prazo para resposta pode chegar a 120 dias.
Caso os dados apresentados sejam considerados suficientes, a expectativa é que ao menos uma nova “caneta” — formato de aplicação do medicamento — seja aprovada e chegue ao mercado brasileiro até junho deste ano.
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