domingo, 5 de julho de 2026
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Patente do Ozempic cai e genéricos mais baratos devem chegar ao mercado

Com o fim da exclusividade da semaglutida em março de 2026, farmacêuticas já se preparam para lançar versões mais baratas do medicamento usado no tratamento de diabetes e obesidade

Patente do Ozempic cai e genéricos mais baratos devem chegar ao mercado
Foto: Reprodução AquiVale/Imagens

A queda da patente do Ozempic deve mudar o mercado de medicamentos para diabetes e obesidade no Brasil. A proteção sobre a semaglutida — princípio ativo do remédio desenvolvido pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk — expira no país em 20 de março de 2026, abrindo espaço para a entrada de versões genéricas e similares.

Com o fim da exclusividade, outros laboratórios passam a ter autorização para produzir e comercializar medicamentos com o mesmo princípio ativo, o que tende a ampliar a concorrência e reduzir os preços. A semaglutida também é utilizada em outros medicamentos da mesma empresa, como Wegovy e Rybelsus.

A decisão de não prorrogar a patente foi reforçada pela Justiça brasileira. O Superior Tribunal de Justiça rejeitou o pedido da farmacêutica para estender o prazo de proteção do medicamento, consolidando o limite de 20 anos previsto na legislação de patentes.

Com o novo cenário, empresas nacionais já se movimentam para lançar versões próprias da semaglutida. A farmacêutica Hypera Pharma anunciou planos para colocar um genérico no mercado ainda em 2026, enquanto outras companhias também aguardam aprovação regulatória.

A Anvisa já analisa diversos pedidos de registro para medicamentos semelhantes. A expectativa do setor é que as primeiras versões cheguem às farmácias entre o fim de 2026 e o início de 2027, após a conclusão das análises regulatórias.

Especialistas avaliam que a concorrência pode reduzir significativamente os preços do tratamento. Em alguns mercados, estudos apontam que versões genéricas podem custar até 60% ou 70% menos do que os medicamentos de marca, ampliando o acesso de pacientes com diabetes tipo 2 e obesidade.

O fim da patente ocorre em meio à explosão global da demanda por medicamentos à base de semaglutida, considerados uma das principais inovações recentes no tratamento dessas doenças. Com a chegada dos genéricos, a tendência é que o uso dessas terapias se torne mais amplo no Brasil e em outros países onde a exclusividade também está prestes a terminar.

Foto: Reprodução

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