Os pais da soldado Gisele Alves Santana manifestaram revolta após a decisão da Polícia Militar do Estado de São Paulo de transferir para a reserva o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de feminicídio e fraude processual pela morte da ex-mulher, ocorrida em fevereiro, no Brás, na capital paulista.
Em vídeo divulgado pelo colunista Josmar Jozino, do UOL, o pai da vítima criticou duramente a medida e questionou a rapidez com que o oficial foi aposentado.
“Você acha justo a população do estado de São Paulo pagar um salário para um monstro desse, covarde, que matou sua mulher, colega de farda, porque disse não para ele? Para aposentar ele foi rápido, para minha filha sobrou o caixão e o luto para a família”, afirmou.
Ainda no desabafo, ele classificou a situação como “muito revoltante” e disse ser difícil aceitar que alguém acusado de um crime grave tenha sido beneficiado com a transferência para a reserva em tão pouco tempo.
O tenente-coronel responde na Justiça por feminicídio e também por fraude processual, sob suspeita de tentar interferir nas investigações.
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