domingo, 5 de julho de 2026
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Nova lei em São Paulo permite que pets sejam enterrados junto aos tutores

Além disso, nos cemitérios privados, a lei permite que as administradoras estabeleçam regras próprias para esse tipo de sepultamento, desde que respeitem as legislações existentes

Nova lei em São Paulo permite que pets sejam enterrados junto aos tutores
Nova lei em São Paulo permite que pets sejam enterrados junto aos tutores AquiVale/Imagens

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, sancionou nesta terça-feira (10) uma lei que autoriza formalmente o sepultamento de cães e gatos de estimação em jazigos familiares em cemitérios do Estado. A medida entra em vigor imediatamente e representa uma mudança significativa nas normas funerárias para animais domésticos no EStado.

A nova legislação, conhecida popularmente como “Lei Bob Coveiro”, foi inspirada em um caso que ganhou repercussão no município de Taboão da Serra: um cão que passou cerca de 10 anos frequentando e vivendo em um cemitério onde sua tutora estava enterrada e, após sua morte, foi autorizado a ser sepultado junto dela. A história emocionou muitos tutores de pets e ajudou a impulsionar a proposta.

De acordo com o texto sancionado por Tarcísio de Freitas, o sepultamento de cães e gatos poderá ocorrer em campas ou jazigos cuja concessão pertença à família do tutor, desde que sejam observadas as normas sanitárias e ambientais vigentes. As despesas com o procedimento deverão ser custeadas pelos familiares ou responsáveis pelo jazigo, e a organização dos detalhes ficará a cargo dos serviços funerários de cada município.

Além disso, nos cemitérios privados, a lei permite que as administradoras estabeleçam regras próprias para esse tipo de sepultamento, desde que respeitem as legislações existentes.

O governo do estado destacou que a lei é parte de um conjunto de políticas públicas voltadas ao bem-estar animal, reforçando o reconhecimento legal e social do vínculo afetivo entre tutores e seus animais de estimação.

Embora a lei tenha alcance estadual, cada município será responsável por regulamentar a forma como esses sepultamentos serão efetivamente realizados. Isso significa que moradores de diferentes cidades poderão encontrar orientações específicas sobre documentos, preparo dos corpos e limites de procedimento diretamente junto aos serviços funerários locais.

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