As mulheres representam 61% dos consumidores de livros no Brasil, enquanto os homens correspondem a 39%, segundo a pesquisa Panorama do Consumo de Livros 2025, realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em parceria com a Nielsen BookData. Apesar da predominância feminina entre os leitores, os autores homens ainda ocupam a maior parte das listas de livros mais vendidos do país.
De acordo com estudiosos da área, a diferença tem origem ainda na infância. Meninas costumam receber maior incentivo para desenvolver hábitos ligados à leitura, enquanto meninos são frequentemente estimulados a atividades consideradas mais práticas ou esportivas. Esse comportamento acaba refletindo nos índices de leitura da vida adulta.
Outro aspecto destacado é a relação dos homens com determinados gêneros literários. Muitos ainda associam romances e obras focadas em emoções a um público predominantemente feminino, o que influencia suas escolhas de leitura. Em contrapartida, livros sobre negócios, liderança, desenvolvimento pessoal e biografias costumam atrair mais leitores homens.
O mercado editorial também tem participação nesse processo. Como as mulheres representam a maior parcela dos consumidores de livros, campanhas publicitárias e estratégias de divulgação costumam ser direcionadas a elas, o que pode reforçar a percepção de que a leitura é uma atividade mais ligada ao universo feminino.
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