Na manhã desta quarta-feira (6), por volta das 9h56, a Polícia Militar foi acionada após denúncias de que um cachorro havia sido arrastado por um veículo por mais de um quilômetro em Caraguatatuba.
Segundo a polícia, o trajeto teria começado na região da Praça Martim de Sá e terminado nas proximidades de uma faculdade no bairro Casa Branca, onde o animal foi encontrado já sem vida.
Durante as diligências, os policiais analisaram imagens de câmeras de segurança que mostram um veículo circulando pela via por volta de 0h19. Em determinado momento, o motorista para, engata a marcha à ré e, ao seguir viagem, o animal permanece caído no chão.
A equipe percorreu todo o trajeto feito pelo carro e encontrou rastros de sangue desde a Praça Martim de Sá até a Travessa Ubá, no Jardim Casa Branca.
Com base nas imagens, os policiais identificaram o veículo como um GM/Vectra GT prata. O carro foi localizado posteriormente com sinais compatíveis com atropelamento.
No local, a proprietária da residência informou que o veículo pertencia a um homem identificado como Gilson. Ele confirmou ter saído com o carro durante a madrugada, entre meia-noite e 0h30, mas afirmou não se lembrar do ocorrido.
O motorista foi encaminhado à Delegacia de Polícia acompanhado da advogada e do veículo para prestar esclarecimentos. Em depoimento, ele declarou que o automóvel apresentava problemas frequentes no farol de milha e que, ao ouvir um barulho, acreditou que alguma peça havia se soltado.
Segundo o investigado, ele continuou dirigindo por cerca de 300 metros, parou o veículo e deu marcha à ré, momento em que o barulho cessou. Ele afirmou ainda que não percebeu ter atropelado o cachorro devido à pouca visibilidade no período noturno e negou ter ingerido bebida alcoólica.
A autoridade policial determinou o registro preliminar da ocorrência como não criminal, considerando que não há previsão de modalidade culposa para o crime de maus-tratos a animais.
Foto: Reprodução/G1
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