Um motorista da Urbam denunciou ter sofrido assédio moral por parte de superiores após se recusar a conduzir um caminhão com falhas mecânicas. O caso teria ocorrido na última quinta-feira (16) e está sendo acompanhado pelo sindicato da categoria.
O trabalhador, que preferiu não ser identificado, atua na condução de caminhão carroceria utilizado em serviços ligados à Secretaria de Apoio Social ao Cidadão (SASC). Segundo ele, a jornada teve início normalmente pela manhã, após levar o veículo para manutenção em uma oficina no bairro Campo dos Alemães.
No local, no entanto, o motorista afirma ter sido informado de que não havia autorização para a realização dos reparos. De acordo com o relato, o caminhão — que é alugado — apresentava uma série de problemas, incluindo falhas na suspensão, barulho no cardan, pneu com avaria, defeitos no painel e danos na carroceria.
Ainda segundo o funcionário, o mecânico teria se recusado a realizar os serviços e indicado que o veículo deveria continuar em operação, mesmo com os problemas apontados. Diante da situação, o motorista retornou à base da empresa, no bairro Torrão de Ouro, para relatar o ocorrido aos superiores.
Foi nesse momento que, segundo ele, houve o episódio de assédio. O trabalhador relata que foi repreendido de forma agressiva por um dos responsáveis, que teria elevado o tom de voz e determinado a aplicação de uma advertência. Ao tentar registrar o documento, o motorista afirma que foi impedido e que o papel foi retirado de suas mãos e rasgado.
“Eu como motorista sou responsabilizado criminalmente se algo acontece enquanto eu dirijo. Eu tentei abrir um boletim interno, mas não consegui, não me deixaram”, afirmou.
O funcionário também relatou que foi orientado a deixar o local e aguardar o próximo dia de trabalho, sem saber ao certo se haverá algum tipo de penalização. Ele trabalha em regime de escala e deveria retornar às atividades no sábado (18).
O motorista afirma ainda que não se trata de um caso isolado. Segundo ele, falhas na manutenção de veículos são recorrentes e, mesmo assim, os funcionários são orientados a continuar trabalhando. Ele citou um episódio ocorrido em janeiro, quando um pneu do caminhão estourou enquanto trafegava pela Avenida Mário Covas, o que poderia ter causado um acidente mais grave.
Após o ocorrido, o trabalhador procurou o sindicato da categoria e tentou formalizar a denúncia por meio de um boletim interno na empresa. O caso segue em apuração.
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