domingo, 5 de julho de 2026
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Misoginia pode virar crime e frases como "está na TPM" serão punidas

Segundo a relatora do projeto, senadora Soraya Thronicke, a medida responde ao aumento da violência contra mulheres no país

Misoginia pode virar crime e frases como "está na TPM" serão punidas
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza reunião deliberativa com 7 itens. Entre eles, o o PL 1.473/2025, que torna mais rígidas as regras de internação para menores infratores, incluindo a previsão de prisão preventiva em até 24 AquiVale/Imagens

Senado Federal aprovou nesta terça-feira (24), o projeto de lei que criminaliza a misoginia e a inclui entre os crimes de preconceito e discriminação previstos na legislação brasileira. A proposta agora segue para análise da Câmara dos Deputados.

De acordo com o texto, a misoginia — caracterizada como ódio, aversão ou desprezo contra mulheres — passa a ser enquadrada na Lei do Racismo, o que endurece as punições. A pena prevista para esse tipo de crime é de dois a cinco anos de prisão, além de multa.

A proposta (PL 896/2023) foi aprovada com ampla maioria no plenário e define a prática como uma conduta baseada na discriminação de gênero. Com a mudança, o crime deixa de ser tratado apenas como injúria ou difamação — que possuem penas mais leves — e passa a ter tratamento mais rigoroso no sistema penal.

Segundo a relatora do projeto, senadora Soraya Thronicke, a medida responde ao aumento da violência contra mulheres no país. Dados citados durante a tramitação indicam que, apenas em 2025, o Brasil registrou milhares de casos de feminicídio e tentativas, evidenciando a gravidade do problema.

O projeto também inclui a “condição de mulher” entre os critérios de interpretação da Lei do Racismo, ao lado de fatores como raça, cor, etnia, religião e procedência nacional.

Durante a votação, houve divergências entre parlamentares. Parte dos senadores manifestou preocupação com possíveis impactos sobre a liberdade de expressão, enquanto outros defenderam a proposta como essencial para combater o discurso de ódio, especialmente nas redes sociais.

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