A Polícia Civil concluiu que o assassinato de Miqueias Daniel Santana Serafim, morto a tiros em outubro de 2025 no Jardim Santa Maria, em São José dos Campos, foi resultado de uma emboscada planejada e motivada por uma disputa ligada ao tráfico de drogas. As investigações também apontam que o principal suspeito enviou uma foto armado após outro homicídio relacionado ao caso e comemorou a morte da vítima por meio de mensagens em aplicativos.
O investigado monitorou a rotina de Miqueias durante dias antes do crime. A análise dos celulares apreendidos revelou conversas nas quais ele informava a localização da vítima, dizia que ela estava armada e afirmava que não deixaria o bairro antes de "resolver" a situação. Em outra troca de mensagens, o suspeito declarou que, caso encontrasse Miqueias novamente, "isso acaba".
Segundo a investigação, o homicídio foi motivado por vingança. Quatro dias antes da execução de Miqueias, um primo do investigado havia sido morto em outro crime que, conforme a Polícia Civil, também teve relação com disputas pelo tráfico de drogas. Os investigadores afirmam que Miqueias seria o autor desse assassinato, o que desencadeou a retaliação.
Ainda conforme o relatório policial, logo após o horário do crime, o suspeito recebeu uma mensagem informando que a vítima havia sido morta. Em resposta, escreveu "Deu certo" e afirmou que havia vingado o primo. Pouco depois, enviou a expressão "Check mate" para outro contato, comportamento considerado pela investigação como um indício de participação direta na execução.
As investigações também identificaram que, após o primeiro homicídio, o suspeito enviou uma fotografia em que aparece armado. Em outras mensagens, ele demonstrou preocupação com a existência de imagens do crime e fez comentários que reforçariam seu envolvimento nos fatos, segundo a Polícia Civil.
Dados dos celulares revelaram ainda conversas relacionadas ao comércio de drogas. O investigado admitia atuar no tráfico e utilizava sua residência para armazenar entorpecentes. O relatório também aponta que tanto ele quanto a vítima possuíam antecedentes e investigações por crimes ligados ao tráfico.
Com base nas provas reunidas, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e decretou a prisão preventiva do investigado. Na decisão, o juiz destacou os indícios de que o suspeito articulou a emboscada, acompanhou os deslocamentos da vítima e representava risco de reiteração criminosa.
Fotos: Polícia Civl
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