Pesquisadores da Fiocruz identificaram o vírus da gripe aviária (H5N1) em aves e em um leão-marinho-antártico mortos na Antártica. O estudo ressalta a relevância dos protocolos de biossegurança para prevenir infecções que podem ocorrer através do contato com animais doentes ou mortos.
As análises mostraram que os três casos encontrados têm origens diferentes, o que indica que o vírus entrou na Antártica por mais de uma rota.
Dois dos vírus têm origem provável na Argentina, ligados a uma linhagem que surgiu no Chile em 2023. O terceiro veio da Geórgia do Sul, um território subantártico, por meio de aves migratórias. A descoberta reforça a urgência de monitorar o vírus para prevenir impactos mais amplos, inclusive em humanos.
A Fiocruz alerta que a circulação do H5N1 em regiões remotas é um sinal preocupante, já que um vírus respiratório detectado em animais pode, eventualmente, afetar pessoas em qualquer parte do mundo.
Desde 2023, o Brasil confirmou 174 focos de H5N1, principalmente em aves silvestres. A pesquisa na Antártica faz parte do projeto Fioantar, que estuda o vírus na região desde 2019, com apoio da Marinha e do Ministério da Saúde.
As sequências genéticas já foram compartilhadas com a comunidade científica internacional para ajudar no enfrentamento global do vírus.
*Foto: Maria Ogrzewalska / Divulgação Fiocruz
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