domingo, 5 de julho de 2026
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Greve na Urbam entra no 2º dia e paralisa 70% das obras e serviços de varrição em São José dos Campos

A greve segue sem previsão de término e depende do avanço nas negociações entre a Urbam e os representantes da categoria

Greve na Urbam entra no 2º dia e paralisa 70% das obras e serviços de varrição em São José dos Campos
Greve na Urbam entra no 2º dia e paralisa 70% das obras e serviços de varrição em São José dos Campos AquiVale/Imagens

A greve dos trabalhadores da Urbam (Urbanizadora Municipal) entrou no segundo dia consecutivo nesta terça-feira (14) e já provoca impactos significativos nos serviços urbanos de São José dos Campos. De acordo com o Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio (SEAAC), cerca de 70% das obras públicas e dos serviços de varrição estão paralisados.

O presidente do sindicato, José Roberto Souza Netto, afirmou que a adesão ao movimento cresceu em relação ao primeiro dia de paralisação. Além da varrição e das obras, a coleta seletiva também está suspensa, ampliando os efeitos da greve em diferentes regiões da cidade.

Segundo o dirigente sindical, a mobilização reflete um histórico de insatisfação dos trabalhadores com a ausência de avanços nas negociações. “Queremos que a empresa negocie com os trabalhadores. Estamos há 10 anos sem um acordo coletivo. Entra presidente e sai presidente, aumentam cargos comissionados e salários de altos cargos, mas para o trabalhador mais simples, da ponta, nada muda”, afirmou.

O sindicato destaca ainda a situação dos funcionários que atuam como serviços gerais, considerados os mais afetados dentro da estrutura da Urbam. Atualmente, esses trabalhadores recebem o salário mínimo paulista, fixado em R$ 1.804. De acordo com o sindicato, o valor só passou a ser pago após uma ação judicial. Antes disso, a remuneração era ainda menor.

Outro ponto de crítica é a flexibilidade das funções atribuídas a esses profissionais. Segundo a entidade, trabalhadores contratados como serviços gerais podem ser deslocados para diferentes atividades dentro da empresa, o que, na avaliação do sindicato, gera sobrecarga e precarização das condições de trabalho.

Entre as principais reivindicações da categoria está o pagamento de adicional de insalubridade. De acordo com os trabalhadores, aqueles que atuam na varrição urbana ficam expostos diariamente a agentes contaminantes, como fezes de animais, além de enfrentarem condições adversas, como exposição prolongada ao sol, sem a devida compensação financeira.

A greve segue sem previsão de término e depende do avanço nas negociações entre a Urbam e os representantes da categoria. Enquanto isso, a população já sente os reflexos da paralisação, com acúmulo de resíduos e interrupção de serviços essenciais em diversas áreas da cidade.

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