sexta-feira, 10 de julho de 2026
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Greve entra no 8º dia e afeta saúde e educação em Taubaté; Prefeitura aciona Justiça novamente

Paralisação mantém atendimento reduzido em unidades de saúde e escolas municipais. Prefeitura pede multas mais duras contra o sindicato, enquanto servidores mantêm mobilização e cobram reajuste salarial.

Greve entra no 8º dia e afeta saúde e educação em Taubaté; Prefeitura aciona Justiça novamente
Greve entra no 8º dia e afeta saúde e educação em Taubaté; Prefeitura aciona Justiça novamente AquiVale/Imagens

A greve dos servidores municipais de Taubaté completou oito dias nesta terça-feira (9) e segue provocando impactos em serviços públicos essenciais, principalmente nas áreas da saúde e da educação. Enquanto a paralisação continua, o impasse entre Prefeitura e sindicato ganha novos capítulos na Justiça.

Unidades de saúde da cidade operam com atendimento reduzido. Em alguns locais, consultas em especialidades como pediatria, clínica geral e ginecologia foram afetadas, assim como serviços de enfermagem, vacinação e curativos. A situação também reflete em outras unidades da rede municipal, que funcionam parcialmente devido à adesão de servidores ao movimento.

Nas escolas municipais, a falta de profissionais também compromete a rotina dos estudantes. Algumas unidades seguem funcionando sem o quadro completo de professores, com atividades sendo conduzidas por auxiliares.

Em meio ao impasse, a Prefeitura de Taubaté voltou a recorrer à Justiça e pediu o endurecimento das medidas contra o sindicato. O Executivo solicita o aumento da multa diária pelo descumprimento da liminar, de R$ 20 mil para R$ 50 mil, além do bloqueio de contas da entidade e da responsabilização de dirigentes sindicais.

A administração municipal afirma que a categoria deve manter ao menos 70% do efetivo em atividade, conforme determinação judicial. Já o sindicato sustenta que está cumprindo a decisão e que apresentará defesa por meio de sua assessoria jurídica.

Os servidores decidiram manter a paralisação em assembleia. A categoria reivindica reajuste salarial de 9,43%, aumento do vale-alimentação e implantação do vale-transporte.

Segundo a Prefeitura, as negociações continuam e há expectativa de avanço antes da audiência de conciliação marcada para o próximo dia 15. Enquanto isso, moradores seguem enfrentando os reflexos da greve em serviços considerados essenciais.

Com informações do G1

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